A conversa é mole, mas o papo é firme.

sexta-feira, março 28, 2008

Groupie ou tiete

É claro que nos 1960 muita gente já sabia que existia sexo além do procriativo, mas isto ainda era tabu.
Não sei se as garotas passaram a beber mais um pouco, ou se era a desinibição canábica, mas surgiu o tal "Amor Livre". Juntos com as droguinhas ainda meio inocentes, mais a força do roquenrou que chegava, só faltou mesmo um empurrãozinho para que o sexo tornasse real a segunda mais famosa trilogia de todos os tempos, que ao menos até alguns minutos atrás só perdia para o pai, o filho e o espírito santo, no ranking. Pode ser que tenha mudado, pois as coisas tem acontecido muito rápido neste século XXI.

Foi mais ou menos no meio desta década, que garotas na faixa dos 13, 14 anos sentiram o cheiro da flor, e viram que os ídolos do roquenrou além de terem uma boa grana, comerem e morarem em bons lugares, e também serem portadores das diversões químicas mais puras, eram um excelente símbolo de status. Dar para um deles tornou-se uma disputa acirrada.
Havia uma divisão básica: as que davam para seguranças, roadies (os que trabalham no pesado na montagem do equipamento das bandas), produtores de eventos, e postos menores, até chegarem ao objetivo principal, ou seja o "ídalo", e existiam as mais sofisticadas, que conseguiam chegar direto ao objetivo, sem ter que ceder para a gentalha. Questã de sorte e bons conhecimentos.

Muitas faziam algumas extravagâncias para conseguir a fama de mau no meio, e assim quando a banda chegava numa certa cidade, os alvos principais é quem queriam conhecer a garota. Privilégio de poucas e expertas.
Estas garotas, especialistas em grupos principalmente de roquentou, eram (e são ainda) as groupies. Existem excessões, mais o principal objetivo delas era ter o famoso quando este estivesse na cidade. Elas só iam para outros lugares encontrá-los se fossem convidadas. Ninguém chegava de surprêsa, principalmente para não ser surpreendida ou pelas esposas, já que a maioria era casado, ou pelas groupies de outras regiões.

Uma das mais famosas groupies é Pamela Des Barres, que por várias coiss, deu certo, literalmente. Ela, como muitas outras, libera volta e meia um livrinho lá e cá com histórinhas mais que picantes de nomes famosíssimos. Um dos principais livros dela "Confissões de uma Groupie: I'm with the band", saiu por aqui pela Editora Conrad, não faz muito tempo, embora lá fora já tenha uns 20 anos.
Estou terminando o novo de Miss Pamela, que é "Let's spend the night together", onde ela entrevista a cada capítulo uma groupie famosa, e as focalizadas escancaram os armários. Isto quer dizer que você fica sabendo quem estava numa suruba, quem era avantajado ou não, quem mandava bem, o fiasco trazido por drogas em certas situações, até onde a androginia era real ou fingida, e assim vai. Eu ia lendo, e imaginando que se o Roberto Carlos proibiu aquela histórinha boba da vida dele, o livro de Miss Pamela queimaria nas mãos.
Aliás, saiu um livro de uma tal Maria Estela Esplendore (não sei esta certo a grafia), mulher do Denner, um estilista famoso nestes mesmos 1960, desafeto total de Clodovil, e a Estela conta seu caso extraconjugal com o mesmo RC, que teria resultado na música "Namoradinha de um amigo meu". Será que vai ficar por isso mesmo?

Mas se conseguirem o livro da Pamela que saiu por aqui, já é uma grande diversão, e a gente só fica imaginando como seria delicioso um livro com as sacanagens tupinicus. Eu que sou mais bobo sei algumas de bastidores, mas processo por processo, fico com o Reporter Esso.

Por aqui inventaram a tiete, mas eu acho que não da para comparar com uma groupie. Tiete fica mais querendo tirar pedaço, entrar em camarim, pegar autógrafo. É lógico que se der pra dar, algumas dão mesmo, mas a tiete pensa que depois disso o ídolo vai se apaixonar por ela, vai querer casar com ela. Imagina a ingenuidade. Bem, é por isso que diferem groupies e tietes. Será que existira um termo nacional para as mais ousadas?

Também tem aquele filme "Quase Famosos", que retrata uma groupie, mas as verdadeiras odiaram, dizendo que ficou muito " de boutique" e não mostrou a realidade maís sórdida, principalmente os hábitos íntimos de gente quente.

No livro que estou escrevendo, tem muito mais sobre as groupies e outros assuntos, mas assim que der, libero uns capítulos para opiniões gerais, tá bom?

E quem tiver um tempinho, entra no http://www.gruponos.com.br/ que estão rolando várias canções do NÓS. Você pode abrir a página, deixar o som rolando, e abrir outra janela para outras consultas. São músicas de várias épocas e várias formações, but I like it.

E no próximo final se semana a revoada Ritz é em Sampa. Vamos ver se alguma boa alma deixa seu dízimo por aqui.

2 comentários:

Monegheta disse...

Hey Bartsch!
Estoy escutando Nós. Valeu a dica.
"Maria-Guitarra" pode ser um bom termo nacional para groupie. Depois do teu texto, fiquei em dúvida com o termo. Entendia sem nenhuma conotação sexual, apenas fãs que acompanham tour de seus ídolos.
Nos 80', a Playboy editou uma matéria chamada 'transas e baixarias no mundo do rock', com alguns babados fortes de bastidores, mas não envolvia fãs, tietes e/ou groupies.
No fotolog do Beto Lee tem fotos de shows recentes, inclusive os fechados.
Bomfindi.

rubinhow disse...

Maria-Palheta, eu diria, mona. É assim que chamavam minha irmã que não é groupie, mas só namora cabeludos que tem ou tiveram banda...

Mas Bart, conte-nos sobre o novo livro que escreves...

abraçuuuu