A conversa é mole, mas o papo é firme.

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sexta-feira, dezembro 22, 2006

Bart in Rio

Hello crazy people, como diria Big Boy, um dos grandes agitadores das ondas do rádio.
O Rio continua lindissimo, a paisagem, as mulheres, o povo em geral, e principalmente a amabilidade das pessoas.
Normix Lima fez um trabalho primoroso, uma livraria de classe, pessoas educadas, atenciosas e interessantes. E eu não esperava menos.
É bom dizer que tudo aconteceu por obra e mérito de Mestra Norma Lima Do Cavaco. Ela cutucou minha editora, e agitou as pessoas para aparecerem por lá.
A Livraria Argumento foi muito atenciosa, serviu umas bebidinhas, e o povo ficou por lá colocando o papo em dia, eu assinava uns livrinhos, e trocavamos impressões.
Pintou o Ricardo, que escreveu o Almanaque da Jovem Guarda e deu várias dicas para como devemos fazer para organizar o nosso Almanaque, idéia que vai sendo construida firme e forte. Estamos esperando as adesões.

Os vôos de Ribeirão/São Paulo/Rio, na terça de manhã foram tranqüilos, com um atraso de uma hora, que dentro dos padrões atuais é nada. Quem sofreu foi Normix, que tinha chegado de Natal na madrugada, e ficou me esperando um tempão no Santos Dumont. Estava um calor infernal, que o Cristo estava até se abanando. O legal de aeroportos em Sampa e Rio são os famosos para lá e para cá. No avião eu ja tinha dado um oi pro Zé Celso Martinez, um pináculo teatral, maluco total que ruboriza Gerald Thomas fácil fácil.
Na hora de pegar as malas estava o Zé de Abreu, global, todo largadão, pegando a bagagem de uma velhinha que devia ser parente próxima.
Na rua, trombamos Zé Celso totalmente perdido, desencontrado de uma carona e perguntando as horas. Encontrar o Zé foi um bom sinal.

Agora capítulo à parte: andar de carro com Normix. Já andaram naqueles carrinhos elétricos de trombada, nos parques? É mais ou menos aquilo, e ela xingando todos os outros carros e pessoas que se atrevam a atravessar a rua. Brincadeira, Mix. Ela é prudente.
Ela me deixou no hotel, em Copacabana princesinha do mar, de frente para a praia, na avenida Atlântica. Bem...lembrando que na primeira tentativa passamos direto pelo Hotel e tivemos que retornar até chegar no local certo.
Como eu não ia no Rio há 15 anos, tinha esquecido um pouco o tempo carioca. Dez minutinhos são praticamente 4 vêzes mais. E é pra todo mundo. Por isso, chegar atrasado num compromisso não afeta ninguém, pois todos vão chegar depois mesmo.
Normix foi deixar o carro na casa dela, e eu acreditei que ela voltaria em 10 minutinhos. Tomei um banho rápido e fiquei esperando. À tarde eu faria um programa de tv, mas acabou não dando certo. Uma horinha de dez minutos depois, minha guia apareceu, e fomos almoçar e bundar no calçadão de Copa. Muita conversa depois, Mix pra casa, eu pro hotel, banho, e lá vamos para a Argumento.
Estavamos meio atrasadinhos, e como já disse, todo mundo estava também, por isso como dois e dois são cinco.
Daí o pessoal foi chegando, e ficamos alí como descrito no começo. E Ritz pode ficar tranqüila, pois tem fãs do melhor nível. Horas agradabilíssimas.

As fotos vou colocar depois no site de minha banda, e por isso vão algumas poucas, principalmente porque o Rafa já decretou final de ano, então vamos no que temos. Mas é que ele estava trabalhando nos presentes anuais do jantar da banda, fêz muita hora extra, e pediu arrêgo.

Aí estão Carol, que arrumou umas fotos de baixaria nacional que logo veremos, Steve Martin, Mr. Leandro Vallim, e neguinha de Natal, Normix.
E lá também estavam Fábio Vizzoni, Beto Feitosa, Fabi e muitos mais que aparecerão nas outras fotos.





Norma não mediu esforços para fazer uma bela ambientação para o lançamento com grife.


Aqui uma visão geral de como estava a livraria. Tinha até mensagem do Romário no circuito interno de TV: "Aí parcêro...num sô de lê não, mas este seu livro é bom mermo...assim que eu estiver lendo de carreirinha, vou encarar, falô?"

Mas daí viria a grande surprêsa. Mr. Vallim armou uma bela de uma excursão, chamada CV no CV sem CV. Nâo entenderam? Caetano Veloso no Circo Voador sem Comando Vermelho.

Isso mesmo, Cv cantando CÊ. Precisamos enganar Norma, dizendo que era show surprêsa da Rita, senão ela não ia. Ficou putíssima por ter sido enganada, até a quarta ceva. Daí virou festa. CV detonando, show num lugar pequeno, muito quente, claro, mas se estendesse a mão, pegava no véio. Cantou quase o disco inteiro e novas roupagens para velhos sucessos. Foi tão bom, que ele precisou voltar 4 vêzes para o bis, e o povo queria mais. E ele está cantando muito, muito.

Como sempre, mãe do Cazuza, Jards Macalé, Morelembaum, alguns que eu conhecia a cara mas não lembrava o nome, e claro, Zé Celso, que em uma peça dele que Caetano assistia, tirou CV da platéia, puxou para o palco, e os atores lhe tiraram toda a roupa, e Cae ficou peladinho deitado no palco. Velhos companheiros. No final até tentamos um camarim, mas a tietagem era brava e também não estávamos assim tão arvorados.

Vallim me flagrou no gargarejo de CV. Ainda bem que de costas, para não aparecer a boca aberta e a baba.


Esta pode ser histórica: Mr. Vallim disse categoricamente que nesta foto dá pra saber porque CV se separou. Quanta maldade.


Xiitas, esta foi mandada por ELA, tirada quinta passada, quando CV fêz show em Sampa.


Depois do show, uma esticada no Manuel & Joaquim, restaurante japonês alí mesmo na Lapa, que esta belíssima. Nunca ví tantas tribos diferentes reunidas num só local, em plena terça-feira. Pattys, Maurícios, pivetes, travecos, putas, mendicância, forrozeiros, sambistas, tudo ao mesmo tempo agora num pequeno espaço. Choppinho, pizza e conversa mole. Nestas eu estava com Vallim e Mix.

Cama lá pelas 3 da matina, e de manhã um compromisso que logo logo aflora. Antes dei um bizú na praia, e aquelas mulheres estonteantes que só no Rio mesmo. Coidilôco. Mas só olhando, viu Rubs? El Harubs sempre senta no rabo de seu harém e faz insinuações. Depois almôço, e Mix conseguiu se livrar de mim no Santos Dumont. Enquanto ela seguia aliviada para casa, começava meu calvário. Na sala de espera, fiquei batendo um papo como Evando Mesquita, da Blitz, mas daí apareceu uma ex- big brother, chamada Juliana, com um shortinho jeans enfiado até onde dava, tambem esperando a ponte aérea, e Mesquita foi conversar com ela, não sei porque.

No Rio atrasou só uma hora. Em Sampa foi o caos. Meu vôo das 17:20 deu pau, passou para as 21:50, e eu conseguí entrar num avião para casa à uma da matina do outro dia. Ainda bem que sempre levo um livro para estas eventualidades, e o tempo passou na boa, mas ví muita barbaridade, desacatos, caos, polícia tendo que intervir, o Roupa Nova perdendo um show em Vitória, cenas de revolta que deverão chegar a um ponto meio drástico, nestes dias de final de ano, já caóticos normalmente. E cá cheguei.

Um pequenino vídeo de CV, em homenagem a Normix, que no segundo dia devia olhar para mim e cantar esta música direto e reto. Brincadeira. É que no show a gente tava vendo a raiva que ele põe nas novas músicas. O Show deveria chamar PCP. Para melhores entendedores, P no C de Paulinha. Tadinha da mulha.





Caetano Veloso - Circo Voador - Odeio Você


E por aqui fica nossa participação no ano. Fico extremamente grato por tudo que aconteceu nos últimos meses, por ter conhecido pessoas agradabilíssimas, revisto velhos amigos e sempre tendo novas perspectivas. Este espaço continua firme e forte e sempre com muitas novidades.
Pode até pintar um postzinho de última hora, mas o básico é o que está por aqui, por este ano. Como já disse, releiam, recomentem, e fica a mensagem do site de minha banda, onde em breve estarão as fotos do lançamento, enviadas por Valllim e Fábio Vizzoni.


Grupo Nós - Mensagem Final de Ano (2007)

As aventuras de Norma em Natal e sôbre o lançamento, já estão no ar no blog dela. Todo mundo lá.


Sucesso e saúde a todos vocês.