Blog do Bart
A conversa é mole, mas o papo é firme.
Terça-feira, Janeiro 26, 2010
O sexo dos ângulos
Já haviam dado a dica aqui nos comentários, e depois PAS me mandou o link (http://www.pedroalexandresanches.blogspot.com/) para um post em que ele comentou LÓKI, o filme, e perguntou o que eu achava. Assim sendo, não é uma resposta, mas o que eu na minha pequenez, acho.
Num escrito que espero um dia veja a luz das livrarias, comento mais completamente, mas o rock chegou ao Brasil em sua pior facção. Aqui chegou o rock branco, sem açucar nem sal, que era como a indústria norte-americana vendia a nova tendência para os puros lares racistas. Paul Anka, Neil Sedaka, Pat Boone, Bill Halley e outros que hoje não passam de meras curiosidades nos googles da vida que contam a história do roquenrou. E assim vieram as execráveis versões, e o Brasil é imenso.
A inglaterra teve melhor sorte e lá chegou o rock negro, o que gerou Beatles, Stones e milhares de outros, que acabaram mudando o comportamento geral, sem dizer nos próprios states, que depois de invadidos britanicamente, também caíram na real. Isso aconteceu porque os marinheiros chegavam a Liverpool cheios de discos que as rádios britânicas jamais tocariam e os filhos iam mostrando aos amigos, e assim foi. E a Inglaterra é muito pequena.
Final dos anos 1950, o Brasil não tinha ditadura, a grande guerra estava geograficamente distante, estavam acabando Brasília, e não havia repressão ostensiva e seria o país do futuro. Mas o problema é que, como é até hoje, os meios de comunicação radiofônicos e televisivos pertenciam a brancos caretas e atrelados ao governo, qualquer que seja. Assim sendo, melhor as profundidades de um biquini com bolinhas amarelinhas e estúpidos cupidos, do que como pegar uma garôta de jeito, ou rebelar-se contra a ditadura das manias dos com mais de 30 e das diferenças sociais. Muitos brasileiros sabiam dos novos caminhos, mas a mídia não repassava para a grande maioria. E tome ingenuidades.
Também a barreira social. A bossa-nova feita por jovens de classe média, de boas escolas, bons discos e com dinheiro (ao menos seus pais) para o whisky deles de cada dia, pela qualidade das influências, era muito sofisticada. Os durangos rebelados contra fossas aboleradas, fizeram a jovem guarda, e com posses só para ouvir o que estava no rádio, aprenderam do rock raquítico e continuaram na pobreza da falta de informação.
Surge Dona Rita da Silva Lee. Filha de americano, sabia o idioma. Com as posses familiares, estudava em colégio francês, o que trazia mais um idioma e informações privilegiadas em artes, comportamento, ou seja, uma visão muito mais aprimorada do que já estava acontecendo. Com a família dona de cinema, assistía vários filmes por várias vêzes, coisas que a juventude em geral não poderia ficar comprando ingressos toda hora para rever. Quando novinha, ela já fazia o que só se pôde fazer nos 1980, quando dos vídeos caseiros. Com irmã casada com inglês, ficou sabendo dos bítous na boca do fôrno. Elvis, James Dean iam à sua casa assim que nasceram.
Quando conheceu os Baptistas, eles eram bons músicos que mostravam sua habilidade em músicas instrumentais de uma facção musical baseada em guitarras e que hoje também ficou como curiosidade histórica. A novidadeira aplicou os manos nos novos sons, nas novas possibilidades, bítous, hendrix, stones, e tudo foi usado na prática quando se juntaram com os baianos.
A frase vital da novidadeira sempre foi e será "surpreenda-me". E nas viagens pelo mundo, um dia trouxe as novidades do rock progressivo, sem saber que as cobras venenosas estavam no balaio das guloseimas. Mostrou aos manos as viagens lisérgicas que eram Yes, Emerson, Lake & Palmer, Genesis, Jethro Tull, Led Zeppelin, as novidades da Inglaterra, que ocupavam o fim dos bítous. Ela não imaginaria que como mamaram nos primeiros sons que ela apresentou, os manos e agregados mamariam novamente. E não haveria lugar para letras engraçadas, irônicas, em meio a solos intermináveis e pretenciosos. Parece que no nirvana não se pode rir.
O rock sempre foi notoriamente machista, pois geralmente tem origem na molecada punheteira que acaba projetando o hábito para seus instrumentos, mas o progressivo é o ápice, pois não admite mulheres de forma alguma, e tem que praticar o dia inteiro. Também, com aquelas letras, faça-me o favor...clube do bolinha total.
Ela pode ter inventado que foi expulsa, eles podem ter inventado que ela saiu, mas o ponto é que ela não tinha mais espaço e estava fora, não interessa o conto contado. A novidadeira excluída por suas novidades.
Enquanto isso PAS diz de Romeu & Julieta, mas eu prefiro Sid & Nancy. RoJu tinham o pano de fundo da diferença das famílias, eram muito apaixonados o tempo inteiro e não deu certo por uma tragédia de êrros e confusões. E eram ficção.
RiAr não tinham nada disso, e sofreram de descompassos e não de amor eterno. Quando um quis o outro parece que não queria e vice-versa, e não se destruíram mais porque as drogas eram diferentes de SidNan. Maconha e LSD são bem diferentes de drogas injetáveis.
Outro ingrediente terrível, é muito dinheiro na mão de muito jovens, numa época em que tudo repentinamente era muito livre. Muita experimentação. Ritz era praticamente a primeira namorada de Arnaldo. As asas pediriam para voar, não tem jeito.
Ritz era, e acho que sempre será, apaixonada pela loucura específica de Arnaldo, e Arnaldo demorou um tanto para se descobrir apaixonado pela loucura da ruiva que era loura. Quando ele descobriu isso, já havia cometido o crime de seguir a linha que a tirou da banda. No coração de uma mulher, não tem conserto.
Ainda mais quando nestas alturas, pela batuta de Antonio Bivar, Ritz trouxe o rock de verdade para o Brasil, 15 anos depois, e coincidentemente quando Raulzito fazia o mesmo, embora um estivesse nas raízes e a outra no glittler do momento.
O caso Ritarnaldo agora só como fábula, pois Arnaldo esta em outro nível, e não adianta querer tratá-lo como um igual. Sempre digo e repito que é uma sacanagem expô-lo publicamente.
Quanto a LÓKI, tudo parece muito bonitinho, e é muito emocionante, mas sabemos que uma ilha de edição faz milagres. Pegamos 100 horas de material e reduzimos para duas horas, e podemos fazer uma coerência bem mais aceitável do que a realidade diária possa vir a nos apresentar.
A Bíblia é uma fonte de ensinamentos, e há uma passagem em que Cristo, já na cruz, pergunta "porque, Pai?"...e não obtem resposta. Depreendemos que uma resposta é sempre esperada, mas além da possibilidade de que ela possa não ser verdadeira, ainda tira a chance de que nos esforcemos para conhecer toda a história, e assim obtermos uma resposta, que ao menos nos satisfaça, seja ela certa ou não.
No quesito jeckyll/hyde, sabemos que yoko e carvalho existem porque lennon e ritz os criaram, muito embora o ciúme fãnatico jamais admita.
Os Mutantes que existem hoje, já existiam há um certo tempo. Os convidados especiais serviram para melhorar a cobertura do bôlo, e agora é bôlo sem cobertura. Tem quem goste, tem quem não.
Num escrito que espero um dia veja a luz das livrarias, comento mais completamente, mas o rock chegou ao Brasil em sua pior facção. Aqui chegou o rock branco, sem açucar nem sal, que era como a indústria norte-americana vendia a nova tendência para os puros lares racistas. Paul Anka, Neil Sedaka, Pat Boone, Bill Halley e outros que hoje não passam de meras curiosidades nos googles da vida que contam a história do roquenrou. E assim vieram as execráveis versões, e o Brasil é imenso.
A inglaterra teve melhor sorte e lá chegou o rock negro, o que gerou Beatles, Stones e milhares de outros, que acabaram mudando o comportamento geral, sem dizer nos próprios states, que depois de invadidos britanicamente, também caíram na real. Isso aconteceu porque os marinheiros chegavam a Liverpool cheios de discos que as rádios britânicas jamais tocariam e os filhos iam mostrando aos amigos, e assim foi. E a Inglaterra é muito pequena.
Final dos anos 1950, o Brasil não tinha ditadura, a grande guerra estava geograficamente distante, estavam acabando Brasília, e não havia repressão ostensiva e seria o país do futuro. Mas o problema é que, como é até hoje, os meios de comunicação radiofônicos e televisivos pertenciam a brancos caretas e atrelados ao governo, qualquer que seja. Assim sendo, melhor as profundidades de um biquini com bolinhas amarelinhas e estúpidos cupidos, do que como pegar uma garôta de jeito, ou rebelar-se contra a ditadura das manias dos com mais de 30 e das diferenças sociais. Muitos brasileiros sabiam dos novos caminhos, mas a mídia não repassava para a grande maioria. E tome ingenuidades.
Também a barreira social. A bossa-nova feita por jovens de classe média, de boas escolas, bons discos e com dinheiro (ao menos seus pais) para o whisky deles de cada dia, pela qualidade das influências, era muito sofisticada. Os durangos rebelados contra fossas aboleradas, fizeram a jovem guarda, e com posses só para ouvir o que estava no rádio, aprenderam do rock raquítico e continuaram na pobreza da falta de informação.
Surge Dona Rita da Silva Lee. Filha de americano, sabia o idioma. Com as posses familiares, estudava em colégio francês, o que trazia mais um idioma e informações privilegiadas em artes, comportamento, ou seja, uma visão muito mais aprimorada do que já estava acontecendo. Com a família dona de cinema, assistía vários filmes por várias vêzes, coisas que a juventude em geral não poderia ficar comprando ingressos toda hora para rever. Quando novinha, ela já fazia o que só se pôde fazer nos 1980, quando dos vídeos caseiros. Com irmã casada com inglês, ficou sabendo dos bítous na boca do fôrno. Elvis, James Dean iam à sua casa assim que nasceram.
Quando conheceu os Baptistas, eles eram bons músicos que mostravam sua habilidade em músicas instrumentais de uma facção musical baseada em guitarras e que hoje também ficou como curiosidade histórica. A novidadeira aplicou os manos nos novos sons, nas novas possibilidades, bítous, hendrix, stones, e tudo foi usado na prática quando se juntaram com os baianos.
A frase vital da novidadeira sempre foi e será "surpreenda-me". E nas viagens pelo mundo, um dia trouxe as novidades do rock progressivo, sem saber que as cobras venenosas estavam no balaio das guloseimas. Mostrou aos manos as viagens lisérgicas que eram Yes, Emerson, Lake & Palmer, Genesis, Jethro Tull, Led Zeppelin, as novidades da Inglaterra, que ocupavam o fim dos bítous. Ela não imaginaria que como mamaram nos primeiros sons que ela apresentou, os manos e agregados mamariam novamente. E não haveria lugar para letras engraçadas, irônicas, em meio a solos intermináveis e pretenciosos. Parece que no nirvana não se pode rir.
O rock sempre foi notoriamente machista, pois geralmente tem origem na molecada punheteira que acaba projetando o hábito para seus instrumentos, mas o progressivo é o ápice, pois não admite mulheres de forma alguma, e tem que praticar o dia inteiro. Também, com aquelas letras, faça-me o favor...clube do bolinha total.
Ela pode ter inventado que foi expulsa, eles podem ter inventado que ela saiu, mas o ponto é que ela não tinha mais espaço e estava fora, não interessa o conto contado. A novidadeira excluída por suas novidades.
Enquanto isso PAS diz de Romeu & Julieta, mas eu prefiro Sid & Nancy. RoJu tinham o pano de fundo da diferença das famílias, eram muito apaixonados o tempo inteiro e não deu certo por uma tragédia de êrros e confusões. E eram ficção.
RiAr não tinham nada disso, e sofreram de descompassos e não de amor eterno. Quando um quis o outro parece que não queria e vice-versa, e não se destruíram mais porque as drogas eram diferentes de SidNan. Maconha e LSD são bem diferentes de drogas injetáveis.
Outro ingrediente terrível, é muito dinheiro na mão de muito jovens, numa época em que tudo repentinamente era muito livre. Muita experimentação. Ritz era praticamente a primeira namorada de Arnaldo. As asas pediriam para voar, não tem jeito.
Ritz era, e acho que sempre será, apaixonada pela loucura específica de Arnaldo, e Arnaldo demorou um tanto para se descobrir apaixonado pela loucura da ruiva que era loura. Quando ele descobriu isso, já havia cometido o crime de seguir a linha que a tirou da banda. No coração de uma mulher, não tem conserto.
Ainda mais quando nestas alturas, pela batuta de Antonio Bivar, Ritz trouxe o rock de verdade para o Brasil, 15 anos depois, e coincidentemente quando Raulzito fazia o mesmo, embora um estivesse nas raízes e a outra no glittler do momento.
O caso Ritarnaldo agora só como fábula, pois Arnaldo esta em outro nível, e não adianta querer tratá-lo como um igual. Sempre digo e repito que é uma sacanagem expô-lo publicamente.
Quanto a LÓKI, tudo parece muito bonitinho, e é muito emocionante, mas sabemos que uma ilha de edição faz milagres. Pegamos 100 horas de material e reduzimos para duas horas, e podemos fazer uma coerência bem mais aceitável do que a realidade diária possa vir a nos apresentar.
A Bíblia é uma fonte de ensinamentos, e há uma passagem em que Cristo, já na cruz, pergunta "porque, Pai?"...e não obtem resposta. Depreendemos que uma resposta é sempre esperada, mas além da possibilidade de que ela possa não ser verdadeira, ainda tira a chance de que nos esforcemos para conhecer toda a história, e assim obtermos uma resposta, que ao menos nos satisfaça, seja ela certa ou não.
No quesito jeckyll/hyde, sabemos que yoko e carvalho existem porque lennon e ritz os criaram, muito embora o ciúme fãnatico jamais admita.
Os Mutantes que existem hoje, já existiam há um certo tempo. Os convidados especiais serviram para melhorar a cobertura do bôlo, e agora é bôlo sem cobertura. Tem quem goste, tem quem não.
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314. O sexo dos ângulos
Sábado, Dezembro 26, 2009
Começou a circular o expresso 2 0 1 0
Dizem os versados que uma década começa realmente lá pelo seu terceiro ou quarto ano, e que um século em sua segunda década. Por conta destas contas, o 09 foi um fim de século muito movimentado.
Assistir Lóki foi a maior emoção. Além de ser bom cinema, a maioria de quem viu entendeu a generosidade DELA em ceder imagens e não criar casos (como certos raulseixismos que ouvimos), e pelo entendimento que já não é o sítio DELA, portanto a ausência não deve mesmo ser cobrada. Mas o dvd ficou devendo em extras.
Daí vem o Simonal. O documentário mostra muitas imagens, mas fica muito na explicação de fatos que a grande maioria não deve estar lá muito aí. O livro é bem melhor, mas ainda tem um pouco da tal explicação, e o Baile do Simonal, dvd, mostra o porque de tudo. Simonal foi famoso? dominou? Sim, pois eu ví muitas coisas dele que era o rei da tv e das revistas. Deu uma pisada de bola, que não adianta querer explicar, mas foi vítima da repressão de esquerda, capitaneada pelo Pasquim e principalmente pelo Henfil. Henfil é muito cultuado e colocou Simona de dedo-duro o que naquela época era a morte em vida. Simonal amargou os mármores e em qualquer situação da vida, quem tem muito e perde, não é fácil engolir. Meu porém com o Henfil é que um verdadeiro patrulheiro ideológico, que guerreava os capitalistas, foi não só morar em New York, como por muito tempo trabalhou na Globo. Por ter partido cêdo, escapou do ajuste de contas das explicações do hoje em dia.
Mas voltando às conclusões, este é um processo que começou com Maria Rita, abertamente, e agora parece estar sendo seguido por vários que tem o problema: o filho de famoso que quer seguir a carreira dos pais. Muitos tentaram se desvencilhar da imagem dos pais famosos, para depois bravamente dizer que venceram por sí. A grande maioria se ferrou e voltou correndo para a herança. Todo mundo foi atrás do Trio Elétrico de Maria Rita por que abertamente se disse filha de Elis, como a mesma voz e muitas mais semelhanças. Todo alarde simonesco não vai desfazer o que foi feito, os novinhos não sabem quem ele foi, pelo tempo que ficou proscrito, mas tudo isso serve para dar evidência aos dois filhos, que já batalharam bastante em áreas restritas, mas que em nome do pai, começam a ter um em nome dos filhos. Acho válido, pois assim é jôgo aberto. Que tirem bom proveito e aguentem a pecha do favorecimento. Nepotismo não é só em política.
Documentário dos Titãs é muito bom, e mostra bem a trajetória do que é um grupo. E ao menos neste os extras são bons.
No apagar das luzes, Gil lançou Banda Dois, documentando um show em que evidencia que a voz não é mais a mesma, mas a arte é uma das maiores dos últimos tempos. E para não perder o 2222, os convidados são dois filhos, Ben e José, e Maria Rita, cantando música da mãe. Quem entendeu, corre atrás. Nos extras, aulas de violão, ao modo Gil de ser, com algumas músicas complicadas. Mutcho bom.
Mas no som, nada bate a remasterização da obra dos Bítous. Para quem não conhece, uma boa hora, e para os fanáticos, o êxtase. É como se tivessem regravado tudo novamente. Esta no meu ipodre desde setembro.
Um registro Mutantes que ainda não pôs as caras por aqui, mas baixadíssimo pelos interessados. Dias diz que quando sair no Brasil, vai ter mais músicas. Sei, sei, é o que é sem nunca deveria ter sido, mas...ao menos é um registro decente.
CV compareceu com seus Tios e Tias, que na minha modesta opina, diluiu um tanto o C, mas tem droga que chapa firme, e tem aquelas que vão sendo malhadas e que dão um barato meio semelhante à original, mas pode dar rebordose. E tem o docu Coração Vagabundo, que mostra claramente que a Larvinha não é fácil, e que CV fala aos borbotões. Não muda nada, mas é bom de ver o maior marketeiro de si próprio em ação.
Madonna trouxe uma puta produção, que ví ontem na tv, e levou um brinde, mas Jackson roubou a cena com a apoteótica saída de cena. Só espero que o enterrem na próxima década.
Livros foram muitos, mas o troféu vai para Fernanda Young, que além de mostrar sua mata ciliar na playbas, escreveu O Pau, que tem uma capa primorosa, e espero que ela termine a até agora trilogia da vingança. No Aritmética vingou-se do amante, no outro, que não lembro o nome agora, do pai, e agora do namorado, ou melhor, do pau do namorado, em nome de todos os paus. Por isso sou vingativa, vingativa, vingativa...mas ela escreve muito bem.
Erasmo Carlos ameaçou, mas entregou um livrinho que nada quis dizer na história que ainda segue. Perdeu a oportunidade. Dois dos Incríveis, banda dos 1960, fizeram os livros mais horríveis, que lí por educação.
Nelson Mota fez um de contos que o autor diz ser baseado em fatos muito mais reais do que a imaginação possa pensar. Mas é bom entretenimento. Me pareceu que esta idéia já foi usada numa certa bio que anda por aí.
Rubem Fonseca fez um mais do mesmo, mas também vale a reverência.
Um muito bom, Taking Woodstock, e que virou filme do Ang Lee (aquele dos cowboys), mostra um fato que foi primordial para que houvesse o Festival de Woodstock, agora lenda. Livro e filme são bacaninhas.
Mas o melhor foi a conclusão da trilogia Millenium, um thriller muito bem engendrado. Corram do tal Dan Brown, que mesmo assim vende milhões.
Mas o melhor do ano foi encontrar com Ritz aqui em Ribeirão, durante boa parte do dia da apresentação no Theatro Pedro II. Esta tudo contato em post anterior.
Encerrando, o tal Arquivo N no qual os globex recuperaram um dedinho dos zilhões de imagens que devem ter por lá, só para assanhar as lumbrigas. E a gente é entrevistado por meia hora para usarem umas frases ainda meio fora do contexto...mas é uma grande honra poder ter participado de algo referente a ELA, que crava mais um aninho nos muitos que virão. Salve, Salve, Rainha!
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1425684-17665-303,00.html
Mostrando o Pedro II, a mensagem da rapaziada do The NÓIS em
http://www.gruponos.com.br/
agora que tenho até esquecido praticamente de facebooks e twitters, espero que sobre mais tempo para falar por aqui. Sejam Felizes.
PS - Para saber as últimas de Ritz, sempre o blog da Norma, e dos Mutas na comunidade orkuteira, comanda pela Simoni. Obrigado garotas.
Assistir Lóki foi a maior emoção. Além de ser bom cinema, a maioria de quem viu entendeu a generosidade DELA em ceder imagens e não criar casos (como certos raulseixismos que ouvimos), e pelo entendimento que já não é o sítio DELA, portanto a ausência não deve mesmo ser cobrada. Mas o dvd ficou devendo em extras.
Daí vem o Simonal. O documentário mostra muitas imagens, mas fica muito na explicação de fatos que a grande maioria não deve estar lá muito aí. O livro é bem melhor, mas ainda tem um pouco da tal explicação, e o Baile do Simonal, dvd, mostra o porque de tudo. Simonal foi famoso? dominou? Sim, pois eu ví muitas coisas dele que era o rei da tv e das revistas. Deu uma pisada de bola, que não adianta querer explicar, mas foi vítima da repressão de esquerda, capitaneada pelo Pasquim e principalmente pelo Henfil. Henfil é muito cultuado e colocou Simona de dedo-duro o que naquela época era a morte em vida. Simonal amargou os mármores e em qualquer situação da vida, quem tem muito e perde, não é fácil engolir. Meu porém com o Henfil é que um verdadeiro patrulheiro ideológico, que guerreava os capitalistas, foi não só morar em New York, como por muito tempo trabalhou na Globo. Por ter partido cêdo, escapou do ajuste de contas das explicações do hoje em dia.
Mas voltando às conclusões, este é um processo que começou com Maria Rita, abertamente, e agora parece estar sendo seguido por vários que tem o problema: o filho de famoso que quer seguir a carreira dos pais. Muitos tentaram se desvencilhar da imagem dos pais famosos, para depois bravamente dizer que venceram por sí. A grande maioria se ferrou e voltou correndo para a herança. Todo mundo foi atrás do Trio Elétrico de Maria Rita por que abertamente se disse filha de Elis, como a mesma voz e muitas mais semelhanças. Todo alarde simonesco não vai desfazer o que foi feito, os novinhos não sabem quem ele foi, pelo tempo que ficou proscrito, mas tudo isso serve para dar evidência aos dois filhos, que já batalharam bastante em áreas restritas, mas que em nome do pai, começam a ter um em nome dos filhos. Acho válido, pois assim é jôgo aberto. Que tirem bom proveito e aguentem a pecha do favorecimento. Nepotismo não é só em política.
Documentário dos Titãs é muito bom, e mostra bem a trajetória do que é um grupo. E ao menos neste os extras são bons.
No apagar das luzes, Gil lançou Banda Dois, documentando um show em que evidencia que a voz não é mais a mesma, mas a arte é uma das maiores dos últimos tempos. E para não perder o 2222, os convidados são dois filhos, Ben e José, e Maria Rita, cantando música da mãe. Quem entendeu, corre atrás. Nos extras, aulas de violão, ao modo Gil de ser, com algumas músicas complicadas. Mutcho bom.
Mas no som, nada bate a remasterização da obra dos Bítous. Para quem não conhece, uma boa hora, e para os fanáticos, o êxtase. É como se tivessem regravado tudo novamente. Esta no meu ipodre desde setembro.
Um registro Mutantes que ainda não pôs as caras por aqui, mas baixadíssimo pelos interessados. Dias diz que quando sair no Brasil, vai ter mais músicas. Sei, sei, é o que é sem nunca deveria ter sido, mas...ao menos é um registro decente.
CV compareceu com seus Tios e Tias, que na minha modesta opina, diluiu um tanto o C, mas tem droga que chapa firme, e tem aquelas que vão sendo malhadas e que dão um barato meio semelhante à original, mas pode dar rebordose. E tem o docu Coração Vagabundo, que mostra claramente que a Larvinha não é fácil, e que CV fala aos borbotões. Não muda nada, mas é bom de ver o maior marketeiro de si próprio em ação.
Madonna trouxe uma puta produção, que ví ontem na tv, e levou um brinde, mas Jackson roubou a cena com a apoteótica saída de cena. Só espero que o enterrem na próxima década.
Livros foram muitos, mas o troféu vai para Fernanda Young, que além de mostrar sua mata ciliar na playbas, escreveu O Pau, que tem uma capa primorosa, e espero que ela termine a até agora trilogia da vingança. No Aritmética vingou-se do amante, no outro, que não lembro o nome agora, do pai, e agora do namorado, ou melhor, do pau do namorado, em nome de todos os paus. Por isso sou vingativa, vingativa, vingativa...mas ela escreve muito bem.
Erasmo Carlos ameaçou, mas entregou um livrinho que nada quis dizer na história que ainda segue. Perdeu a oportunidade. Dois dos Incríveis, banda dos 1960, fizeram os livros mais horríveis, que lí por educação.
Nelson Mota fez um de contos que o autor diz ser baseado em fatos muito mais reais do que a imaginação possa pensar. Mas é bom entretenimento. Me pareceu que esta idéia já foi usada numa certa bio que anda por aí.
Rubem Fonseca fez um mais do mesmo, mas também vale a reverência.
Um muito bom, Taking Woodstock, e que virou filme do Ang Lee (aquele dos cowboys), mostra um fato que foi primordial para que houvesse o Festival de Woodstock, agora lenda. Livro e filme são bacaninhas.
Mas o melhor foi a conclusão da trilogia Millenium, um thriller muito bem engendrado. Corram do tal Dan Brown, que mesmo assim vende milhões.
Mas o melhor do ano foi encontrar com Ritz aqui em Ribeirão, durante boa parte do dia da apresentação no Theatro Pedro II. Esta tudo contato em post anterior.
Encerrando, o tal Arquivo N no qual os globex recuperaram um dedinho dos zilhões de imagens que devem ter por lá, só para assanhar as lumbrigas. E a gente é entrevistado por meia hora para usarem umas frases ainda meio fora do contexto...mas é uma grande honra poder ter participado de algo referente a ELA, que crava mais um aninho nos muitos que virão. Salve, Salve, Rainha!
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1425684-17665-303,00.html
Mostrando o Pedro II, a mensagem da rapaziada do The NÓIS em
http://www.gruponos.com.br/
agora que tenho até esquecido praticamente de facebooks e twitters, espero que sobre mais tempo para falar por aqui. Sejam Felizes.
PS - Para saber as últimas de Ritz, sempre o blog da Norma, e dos Mutas na comunidade orkuteira, comanda pela Simoni. Obrigado garotas.
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313. Começou a circular o expresso 2 0 1 0
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Em busca do templo perdido
Meu povo...agora estou vendo o quanto fiquei sem postar nada. Talvez seja uma reação inconsciente que tenho contra a crescente imposição do mundo computo.
Quanto tempo útil perdemos em frente a esta janelinha viciante, a portinha da pandora que nos deixa inertes incontáveis minutos que viram horas, esperando que algo seja carregado, que achemos um outro caminho que acaba virando um labirinto que nos leva para onde já estávamos, sem falar das embarcadas em coisas que em sã consciência jamais pararíamos para ver. Uma verdadeira vitrine de puteiro em Amsterdã.
Refratário que fui ao orkut, entrei no facebook e no twitter, para ver se haveria algo melhor, talvez atraído pela ausência de uash uash uashs, kkkkkkks, meldels, e outras firulas que meu parco idioma teimava em não absorver. Mas vamos fazer vocês não perderem tempo: tanto num quanto noutro, a presença de famosos, e nós, os ninguém, temos que desconfiar da esmola da permissão da proximidade.
No twitter, você segue e é seguido, com permissão. Recebe as mensagens de quem você é seguidor, e só recebe as suas quem te segue. Para se ter uma idéia, seus 20 amigos lêem o que você escreve, enquando um famoso chega sem exagero a quase um milhão de seguidores que os lêem. Você pode responder diretamente a um famoso, mas adivinhem a chance dele ler sua mensagem em quase um milhão? Exato, você vai concorrer no um contra um milhão do roberto injustus.
Mas a idéia inicial do twitter seria um miniblog, onde você teria que se virar para dizer algo interessante como num haikai de 140 toques. Nem precisa dizer das besteiras que temos que aguentar com uma só pessoa postando 20 vezes seguidas para contar suas idiotices, geralmente. E para que? Vender seus shows, seus programas, seus discos, e principalmente avisar que já vai dormir, ou o que esta comento. Se ao menos fôsse quem esta comendo, ficava mais pimentinha. Tem gente que dá brindes para aderirem ao seu twitter. É no que dá a falência total da indústria do entretenimento.
No comêço, lemos bastante, mas depois de um tempo conforme as pessoas, já passamos direto, lembrando que se por acaso alguém leia uma discordância que você postou, pode-se podar o descontente, que nunca mais irá receber as mensagens do prejudicado. Sua cabeça foi cortada.
Isso sem dizer da velha besteira que invade nossos e-mails, os milhões de links, aparentemente para mostrar coisas interessantes. Oras, pra que existe google, utube? Quem quiser alguma coisa, que procure.
E o cúmulo da falta de educação, já que se presume que sua mensagem esteja sendo lida por várias pessoas: muitos escrevem em inglês, e tem bestinha que responde em inglês...ai, minha santa colônia do dólar baixo. Vai acender vela pro obama, que mantém uma puta guerra e ganha nobel da paz. Um dia teremos que falar chinês? Ao menos uma vantagem de quem já tem pauzinho.
A conclusão? Você, meu caro ninguém, conversa um pouco com outros ninguéns, mas rapidinho porque eles estão esperando a chance de serem notados por algum famoso. E dificilmente alguém acaba colocando uma colaboração própria. O difícilmente significa que você perde muuuito tempo para achar uma dessas.
No facebook, os vendilhões no templo são mais descarados: quando não são seus produtos, os links (disfarçados em convites), são para jogos sem razão prática, ou um tal "o que você seria se..." e semelhanças.
O engraçado, é que no espaço que você tem para escrever, existe uma pergunta: no que você esta pensando?...ninguém responde esta pergunta e a coisa vai ficando cada vêz mais chata. Os ninguém ficam querendo se enturmar com os famosos, seguem seus joguinhos idiotas e daí são eles quem ficam na vitrine de puteiro de Amsterdã.
É claro que em tudo isso acha-se muita gente interessante, embora para isso voltamos à razão disto aqui, que é a perda de tempo em uma vida cuja passagem é na classe econômica para a imensa maioria, e a volta a confirmar, sujeita a lista de espera.
Ah...algumas vêzes minha veia anarco-bakuniniana faz comentários nos posts de alguns, e já foram sumariamente apagados. E vocês, no que estão pensando?
Nos finalmente, a lamentar que a vida das pessoas esta indo cada vez mais para esta janelinha aberta para a pandora digital cercada de marketing subliminar em volta das telas que se abrem, e tudo marchando para um super-celular que nos hipnotizará covardemente, com promessas de informação garantida ou seu dinheiro para o próximo modêlo. E sabendo que inexorávelmente respiramos este ar, todos.
Acabei de ler "Minha fama de mau" do Erasmo Carlos. Quando RC tirou de circulação sua ótima bio, EC se mostrou puto, e que iria escrever sua versão. Em pouquíssimo tempo, sua versão virou um amontoado de carochinha pornochanchadesca. Quem estuda um pouco o assunto, sabe que ficou tudo de fora, nomes inclusive. Sempre chamei o tremendão de Sombra, e continuo. É um dos caras de maior sorte no mundo, e bem malandramente. Colou num cara obcecado pela fama, e virou seu parceiro, por conta de amizade em tempos difíceis, mas que pelo visto não tem entrada irrestrita na côrte. Sempre lembrando que foi várias vezes competente.
Vejamos a Wanderléa, também parceira nos velhos momentos, mas que não colou em RC, e deu no que deu.
Só serve para mostra a grande importancia de Carlos Imperial, que fêz RC, Erasmo, Tim Maia, Simonal, Clara Nunes e Elis, dentre muitos outros. O artífice, sem o qual a história seguramente teria outros personagens. O pecado de Imperial, foi assumir publicamente todo o jogo sujo feito nos bastidores do showbizz.
Mas que fique claro que gosto do Erasmo, acho que os bons comentários que fizeram de seu show atual são pertinentes, e o cara é história e mesmo malandramente se aguenta até hoje e usando as limitações com competência, e à sua forma, escreveu a trilha sonora de muitas vidas.
Geralmente temos nossas teses em busca de confirmações, e Erasmo me deixou feliz: no livro, conta que ao ver Raul Seixas todo de couro cantando roquenrou num festival, pensou "Raul esta fazendo agora (1972) o que eu deveria ter feito em 1967"...e concordo plenamente...deveria ter feito...mas não fêz. Por isso esta história de pai do roque é uma desfeita aos pioneiros, Celly e Tony Campello, e aos que seguraram toda a barra, Raul e Ritz, que colocaram a atitude, a inovação e a ousadia em seus trabalhos e foram execrados por isso. E chamar seu novo álbum de Roquenrou...ah, se não fôsse o Lima colocar todos os clichês do gênero na fita, imagino o que seria. Hey Al Capone, ve se te orienta...assim dessa maneira, nêgo, o muro não aguenta...
Sempre que falo da Playboy, surgem comentários que remetem a Onan e seu séquito, mas saiu um livro com várias entrevistas (isso, sem fotos de qualquer espécie) feitas pela revista, e é por demais interessante.
E já que vão falar mesmo, esta para sair a playbas da young, que já deu uma declaração ótima "espero que se masturbem bastante". Sem ter visto nada, arrisco o palpite de que ela é pela preservação da mata atlântica. Vamos ver.
Depois comento a bio do Simonal, que estou começando. Ainda no início, fala-se que Simona ia ensaiar em um galpão em Sampa, e que volta e meia uma pessoa tocava a campainha e saía correndo, interrompendo o ensaio. Sabem quem? Dona Ritz. Mas que coisa para se colocar numa bio propensa a ser séria. Tenho algumas teses, e se confirmadas ou não, depois comentamos.
Me mandaram um show dos tutti-fruttis de 1976, com som direto da mesa....putz...pai do roque...
E vão cuidar de suas vidas pois já perderam muito tempo porra qui.
Quanto tempo útil perdemos em frente a esta janelinha viciante, a portinha da pandora que nos deixa inertes incontáveis minutos que viram horas, esperando que algo seja carregado, que achemos um outro caminho que acaba virando um labirinto que nos leva para onde já estávamos, sem falar das embarcadas em coisas que em sã consciência jamais pararíamos para ver. Uma verdadeira vitrine de puteiro em Amsterdã.
Refratário que fui ao orkut, entrei no facebook e no twitter, para ver se haveria algo melhor, talvez atraído pela ausência de uash uash uashs, kkkkkkks, meldels, e outras firulas que meu parco idioma teimava em não absorver. Mas vamos fazer vocês não perderem tempo: tanto num quanto noutro, a presença de famosos, e nós, os ninguém, temos que desconfiar da esmola da permissão da proximidade.
No twitter, você segue e é seguido, com permissão. Recebe as mensagens de quem você é seguidor, e só recebe as suas quem te segue. Para se ter uma idéia, seus 20 amigos lêem o que você escreve, enquando um famoso chega sem exagero a quase um milhão de seguidores que os lêem. Você pode responder diretamente a um famoso, mas adivinhem a chance dele ler sua mensagem em quase um milhão? Exato, você vai concorrer no um contra um milhão do roberto injustus.
Mas a idéia inicial do twitter seria um miniblog, onde você teria que se virar para dizer algo interessante como num haikai de 140 toques. Nem precisa dizer das besteiras que temos que aguentar com uma só pessoa postando 20 vezes seguidas para contar suas idiotices, geralmente. E para que? Vender seus shows, seus programas, seus discos, e principalmente avisar que já vai dormir, ou o que esta comento. Se ao menos fôsse quem esta comendo, ficava mais pimentinha. Tem gente que dá brindes para aderirem ao seu twitter. É no que dá a falência total da indústria do entretenimento.
No comêço, lemos bastante, mas depois de um tempo conforme as pessoas, já passamos direto, lembrando que se por acaso alguém leia uma discordância que você postou, pode-se podar o descontente, que nunca mais irá receber as mensagens do prejudicado. Sua cabeça foi cortada.
Isso sem dizer da velha besteira que invade nossos e-mails, os milhões de links, aparentemente para mostrar coisas interessantes. Oras, pra que existe google, utube? Quem quiser alguma coisa, que procure.
E o cúmulo da falta de educação, já que se presume que sua mensagem esteja sendo lida por várias pessoas: muitos escrevem em inglês, e tem bestinha que responde em inglês...ai, minha santa colônia do dólar baixo. Vai acender vela pro obama, que mantém uma puta guerra e ganha nobel da paz. Um dia teremos que falar chinês? Ao menos uma vantagem de quem já tem pauzinho.
A conclusão? Você, meu caro ninguém, conversa um pouco com outros ninguéns, mas rapidinho porque eles estão esperando a chance de serem notados por algum famoso. E dificilmente alguém acaba colocando uma colaboração própria. O difícilmente significa que você perde muuuito tempo para achar uma dessas.
No facebook, os vendilhões no templo são mais descarados: quando não são seus produtos, os links (disfarçados em convites), são para jogos sem razão prática, ou um tal "o que você seria se..." e semelhanças.
O engraçado, é que no espaço que você tem para escrever, existe uma pergunta: no que você esta pensando?...ninguém responde esta pergunta e a coisa vai ficando cada vêz mais chata. Os ninguém ficam querendo se enturmar com os famosos, seguem seus joguinhos idiotas e daí são eles quem ficam na vitrine de puteiro de Amsterdã.
É claro que em tudo isso acha-se muita gente interessante, embora para isso voltamos à razão disto aqui, que é a perda de tempo em uma vida cuja passagem é na classe econômica para a imensa maioria, e a volta a confirmar, sujeita a lista de espera.
Ah...algumas vêzes minha veia anarco-bakuniniana faz comentários nos posts de alguns, e já foram sumariamente apagados. E vocês, no que estão pensando?
Nos finalmente, a lamentar que a vida das pessoas esta indo cada vez mais para esta janelinha aberta para a pandora digital cercada de marketing subliminar em volta das telas que se abrem, e tudo marchando para um super-celular que nos hipnotizará covardemente, com promessas de informação garantida ou seu dinheiro para o próximo modêlo. E sabendo que inexorávelmente respiramos este ar, todos.
Acabei de ler "Minha fama de mau" do Erasmo Carlos. Quando RC tirou de circulação sua ótima bio, EC se mostrou puto, e que iria escrever sua versão. Em pouquíssimo tempo, sua versão virou um amontoado de carochinha pornochanchadesca. Quem estuda um pouco o assunto, sabe que ficou tudo de fora, nomes inclusive. Sempre chamei o tremendão de Sombra, e continuo. É um dos caras de maior sorte no mundo, e bem malandramente. Colou num cara obcecado pela fama, e virou seu parceiro, por conta de amizade em tempos difíceis, mas que pelo visto não tem entrada irrestrita na côrte. Sempre lembrando que foi várias vezes competente.
Vejamos a Wanderléa, também parceira nos velhos momentos, mas que não colou em RC, e deu no que deu.
Só serve para mostra a grande importancia de Carlos Imperial, que fêz RC, Erasmo, Tim Maia, Simonal, Clara Nunes e Elis, dentre muitos outros. O artífice, sem o qual a história seguramente teria outros personagens. O pecado de Imperial, foi assumir publicamente todo o jogo sujo feito nos bastidores do showbizz.
Mas que fique claro que gosto do Erasmo, acho que os bons comentários que fizeram de seu show atual são pertinentes, e o cara é história e mesmo malandramente se aguenta até hoje e usando as limitações com competência, e à sua forma, escreveu a trilha sonora de muitas vidas.
Geralmente temos nossas teses em busca de confirmações, e Erasmo me deixou feliz: no livro, conta que ao ver Raul Seixas todo de couro cantando roquenrou num festival, pensou "Raul esta fazendo agora (1972) o que eu deveria ter feito em 1967"...e concordo plenamente...deveria ter feito...mas não fêz. Por isso esta história de pai do roque é uma desfeita aos pioneiros, Celly e Tony Campello, e aos que seguraram toda a barra, Raul e Ritz, que colocaram a atitude, a inovação e a ousadia em seus trabalhos e foram execrados por isso. E chamar seu novo álbum de Roquenrou...ah, se não fôsse o Lima colocar todos os clichês do gênero na fita, imagino o que seria. Hey Al Capone, ve se te orienta...assim dessa maneira, nêgo, o muro não aguenta...
Sempre que falo da Playboy, surgem comentários que remetem a Onan e seu séquito, mas saiu um livro com várias entrevistas (isso, sem fotos de qualquer espécie) feitas pela revista, e é por demais interessante.
E já que vão falar mesmo, esta para sair a playbas da young, que já deu uma declaração ótima "espero que se masturbem bastante". Sem ter visto nada, arrisco o palpite de que ela é pela preservação da mata atlântica. Vamos ver.
Depois comento a bio do Simonal, que estou começando. Ainda no início, fala-se que Simona ia ensaiar em um galpão em Sampa, e que volta e meia uma pessoa tocava a campainha e saía correndo, interrompendo o ensaio. Sabem quem? Dona Ritz. Mas que coisa para se colocar numa bio propensa a ser séria. Tenho algumas teses, e se confirmadas ou não, depois comentamos.
Me mandaram um show dos tutti-fruttis de 1976, com som direto da mesa....putz...pai do roque...
E vão cuidar de suas vidas pois já perderam muito tempo porra qui.
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312 - Em busca do templo perdido
Domingo, Setembro 20, 2009
essa garota é pau pro filme
Para quem mora longe das capitais, ví o Lóki ontem. Revelador ao extremo, mas sem "estragadores" aqui no comentário...se eu estivesse no twitter ou no facebook, teria que escrever "spoilers"...imagens de arquivo nunca vistas, depoimentos mil, o que faz que um fato sempre tenha visões diferentes e até conflitantes. Raphael Villardi e Ritchie são as mesmas pessoas, Nelson Motta meio sei lá...e sempre falta alguém, mas não se tem tudo na vida...como diz um dos melhores ditos populares, "não tenho tudo na vida, mas foda-se".
Para quem tem um certo envolvimento emocional, ou conhecendo as pessoas ou suas artes, é triste, mas não um triste pra baixo. Um triste constatativo do como seria se...mas o se não existe na vida vivída. O próprio focalizado sabe que as coisas aconteceram porque ele foi como foi e a diferença é que ele esta aí para contar, coisa que muitos do mesmo naipe não conseguiram. Se não tivesse conseguido, só seria mais endeusado.
A ausência DELA é óbviamente compreensível, e aos detratores, o fato de ter liberado todas SUAS imagens, e de não ter em momento algum "quirido" saber o que haviam dito, antes do lançamento, já fala por sí. Se ELA viu? Eu acho que nem daqui a 20 encarnações.
Herica Marmo me disse que ao assistir o doc dos Titãs, chorou até. Também o assistí por agora, mas não me pegou tanto, embora seja bastante emocional. E vendo Lóki, lembrei da Herica, porque ela escreveu a bio dos Titãs, e deve ter visto muito mais coisas do que as páginas mostraram, e por isso a emoção é bem mais forte. Achei o doc dos Titãs, apesar de muito bem feito e feliz pelas imagens colecionadas por muito tempo pelo Branco Mello, muito focado na carreira da banda, e você fica sem saber como é cada um dêles, em suas vidas pessoais e motivações. Lóki vai muito mais fundo, e em vários momentos não tem como segurar as lágrimas, pois é extremamente confissional. Mas também posso achar isso porque conheço muitos dos envolvidos e histórias além do que lá aparece.
Mas se você gosta de música, de relatos cruciais, veja o trabalho do Fontenelli, que é o grande herói da história toda, pela sensibilidade de montar uma história deste pêso.
Fiquemos mais levinhos
Fernanda Young vai sair pelada na Playboy.
Em seu Twitter, ela deu 10 razões para fazer isso. Lá vão:
10 Razões para Fernand Young posar para a Playboy:
1 - Salvar o erotismo das mãos da breguice
2- Não devo nada a ninguém
3- Em alguns lugares do mundo mulheres ainda são obrigadas a tampar seu corpo.
4- Vingança pura e simples
5- Nos meus livros eu me exponho mil vezes mais
6- Vou fazer 40 anos ano que vem
7- Irritar a minha mãe
8- Estou me lixando para o que os idiotas vão achar
9- É a primeira vêz na história que a coelhinha da Playboy tem 8 livros publicados
10 - Não existem ex- BBBs suficientes (aleluia)
Bem, estas são as razões que ela liberou, eu acrescentaria:
11- Marina Lima já fez isso, e voces sabem o que estou dizendo.
12- Young vai lançar livro em novembro (que se chama O Pau, o que é bem focado para divulgar na playbas)
13- A grana deve ser muito boa
14- Marisa Orth já posou, e agora só vão faltar duas da velha formação do Saia Justa. Entenderam o recado?
E sempre que se fala em Playboy, alguns comentários se repetem, mas o que tenho a dizer é que Viagra é muito caro para ser desperdiçado em prazeres solitários.
Para quem tem um certo envolvimento emocional, ou conhecendo as pessoas ou suas artes, é triste, mas não um triste pra baixo. Um triste constatativo do como seria se...mas o se não existe na vida vivída. O próprio focalizado sabe que as coisas aconteceram porque ele foi como foi e a diferença é que ele esta aí para contar, coisa que muitos do mesmo naipe não conseguiram. Se não tivesse conseguido, só seria mais endeusado.
A ausência DELA é óbviamente compreensível, e aos detratores, o fato de ter liberado todas SUAS imagens, e de não ter em momento algum "quirido" saber o que haviam dito, antes do lançamento, já fala por sí. Se ELA viu? Eu acho que nem daqui a 20 encarnações.
Herica Marmo me disse que ao assistir o doc dos Titãs, chorou até. Também o assistí por agora, mas não me pegou tanto, embora seja bastante emocional. E vendo Lóki, lembrei da Herica, porque ela escreveu a bio dos Titãs, e deve ter visto muito mais coisas do que as páginas mostraram, e por isso a emoção é bem mais forte. Achei o doc dos Titãs, apesar de muito bem feito e feliz pelas imagens colecionadas por muito tempo pelo Branco Mello, muito focado na carreira da banda, e você fica sem saber como é cada um dêles, em suas vidas pessoais e motivações. Lóki vai muito mais fundo, e em vários momentos não tem como segurar as lágrimas, pois é extremamente confissional. Mas também posso achar isso porque conheço muitos dos envolvidos e histórias além do que lá aparece.
Mas se você gosta de música, de relatos cruciais, veja o trabalho do Fontenelli, que é o grande herói da história toda, pela sensibilidade de montar uma história deste pêso.
Fiquemos mais levinhos
Fernanda Young vai sair pelada na Playboy.
Em seu Twitter, ela deu 10 razões para fazer isso. Lá vão:
10 Razões para Fernand Young posar para a Playboy:
1 - Salvar o erotismo das mãos da breguice
2- Não devo nada a ninguém
3- Em alguns lugares do mundo mulheres ainda são obrigadas a tampar seu corpo.
4- Vingança pura e simples
5- Nos meus livros eu me exponho mil vezes mais
6- Vou fazer 40 anos ano que vem
7- Irritar a minha mãe
8- Estou me lixando para o que os idiotas vão achar
9- É a primeira vêz na história que a coelhinha da Playboy tem 8 livros publicados
10 - Não existem ex- BBBs suficientes (aleluia)
Bem, estas são as razões que ela liberou, eu acrescentaria:
11- Marina Lima já fez isso, e voces sabem o que estou dizendo.
12- Young vai lançar livro em novembro (que se chama O Pau, o que é bem focado para divulgar na playbas)
13- A grana deve ser muito boa
14- Marisa Orth já posou, e agora só vão faltar duas da velha formação do Saia Justa. Entenderam o recado?
E sempre que se fala em Playboy, alguns comentários se repetem, mas o que tenho a dizer é que Viagra é muito caro para ser desperdiçado em prazeres solitários.
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311.Essa garota é pau pro filme
Quarta-feira, Setembro 09, 2009
A prova dos 9
Num dia especial, um post significativo:
A Playboy fez uma lista engraçada e trágica ao mesmo tempo.
Procuraram vários cricríticos musicais ou pessoas ligadas à musica, e 25 toparam a empreitada, que era a de eleger os 10 piores discos da música tupinicu. Cada um fazia uma lista dos seus piores, e daí saíram os 10 -.
Não vou nomear todos, mas dentre eles estão:
Carlos Eduardo Miranda
Jamari França
Marcus Preto
Pedro Alexandre Sanches
Thales de Menezes
Thiago Ney
Tom Leão
Não vou copiar os comentários originais, mas darei inevitáveis palpites.
10° - Signo de Ar - Jorge Vercilo.
(Foi um dos shows da Feira do Livro que mal e mal ví a primeira música e esvanecí. Outro foi do MPB4 & Toquinho e mais outro do João Bosco, mas neste foi mais por acabar de saber da partida de Jackson, e acabou o clima. No do Oswaldo Montenegro nem cheguei perto. Mas é isto que dá emular o Djavan e ainda por cima sem aquelas letras malucas. Dizem que vários discos do Verças foram indicados)
9°- Oxigênio -J.Quest
(Começaram bem, com humor e balanço, depois resolveram ganhar grana e partiram pra baba. Levaram paulada, e ficam se perguntando até quando dura. Se êles se perguntam isso, imagina nós aqui do outro lado)
8°- Gil & Milton - Não precisa repetir os intérpretes
(Terrível mesmo. Tem até participação de Sandy & Júnior. Logo em seguida Gil aceitou ser ministro. Será que este disco influenciou na decisão de largar a música por um tempo?Bem provável)
7°- A foreign sound - Caetano Veloso
(Disseram que CV quase emplacou dois discos nos 10 -. Mas é nisto que dá achar que depois de cantar Peninha pode cantar qualquer coisa. E gravar Nirvana deve ter feito com que Coubain mandasse maldições de onde estiver. O pior, é que o documentário Coração Vagabundo trata da turnê deste álbum. Ai, ai , ai...)
6°- Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar - Rita Lee
(Isso é praga da japonesa, que ELA fica xingando nos shows. E quem mandou ficar mexendo com bossa-nova? Como já dizia Raulito: Bosta-nova. Nem penso em reproduzir os comentários que estão na matéria, que é morte certa. Podia dormir sem esta)
5°- As 10 mais - Titãs
(Depois de ficar chafurdando no próprio lixo com os acústicos 1 & 2, resolveram fazer um de cover que tem até Mamonas. Acho que só perde pras pauladas que estão dando no que acabaram de lançar. Nesta altura, Arnaldo Antunes deve ter se espalhado de rir, por estar fora da jogada)
4° - 4 - Los Hermanos
(Dizem que depois de uma pasmaceira destas, os caras resolveram dar um tempo, pois nem eles se aguentavam. Imagina a gente. Para deixar as barbas de molho)
3° - 25 de dezembro - Simone
(Este é o disco "de natal" do rapaz.Também deve ser praga da japonesa, por causa do "e então é nataaaalllll...". Mas é páreo duro com aquele que Simas gravou com o Velha Duncan. Não pegou nem no aro)
2 - Tribalistas - Tribalistas
(Na época rolou um texto muito engraçado que mostrava uma festa de aniversário de um filho da Marisa aos Montes, em que Brown batucava em todo mundo e Antunes disparava a recitar concretismos. Arnaldo Antunes riu lá em cima, e agora, pela colocação, os Titãs sorriram bem mais, conjuntamente)
1 - Ana & Jorge ao vivo - Seu Ana & Jorge Carolina
(Este merece ser lido o que saiu na revista. Nem vou mexer, senão a Carolina começa a gritar por cima da malandragem e novo corte de cabelo do George)
Nas considerações finais, dizem que o primeiro e segundo lugares ganharam disparadamente dos outros concorrentes, com mais do dôbro da soma dos que ficaram do terceiro para baixo. Oswaldo Montenegro ficou em 11°, para os curiosos.
Se resolverem comprar a revista, ainda tem uma entrevista grandona com Tia Neyde, que anda toda desbocada e quase entregando todo mundo. Quem mandou não a colocarem no filme do Cazuza? Por isso sou vingativa, já disseram.
E também tem um monte de exemplos da utilização do Photoshop. Até que vale a comprada.
Mas o que será que aconteceu às 09 horas, 09 minutos e 09 segundos, na latitude 09°09'09", longitude 09°09'09", numa altitude de 09 metros, 09 centímetros e 09 milímetros do dia 09/09/09? Ajudem aí...
A Playboy fez uma lista engraçada e trágica ao mesmo tempo.
Procuraram vários cricríticos musicais ou pessoas ligadas à musica, e 25 toparam a empreitada, que era a de eleger os 10 piores discos da música tupinicu. Cada um fazia uma lista dos seus piores, e daí saíram os 10 -.
Não vou nomear todos, mas dentre eles estão:
Carlos Eduardo Miranda
Jamari França
Marcus Preto
Pedro Alexandre Sanches
Thales de Menezes
Thiago Ney
Tom Leão
Não vou copiar os comentários originais, mas darei inevitáveis palpites.
10° - Signo de Ar - Jorge Vercilo.
(Foi um dos shows da Feira do Livro que mal e mal ví a primeira música e esvanecí. Outro foi do MPB4 & Toquinho e mais outro do João Bosco, mas neste foi mais por acabar de saber da partida de Jackson, e acabou o clima. No do Oswaldo Montenegro nem cheguei perto. Mas é isto que dá emular o Djavan e ainda por cima sem aquelas letras malucas. Dizem que vários discos do Verças foram indicados)
9°- Oxigênio -J.Quest
(Começaram bem, com humor e balanço, depois resolveram ganhar grana e partiram pra baba. Levaram paulada, e ficam se perguntando até quando dura. Se êles se perguntam isso, imagina nós aqui do outro lado)
8°- Gil & Milton - Não precisa repetir os intérpretes
(Terrível mesmo. Tem até participação de Sandy & Júnior. Logo em seguida Gil aceitou ser ministro. Será que este disco influenciou na decisão de largar a música por um tempo?Bem provável)
7°- A foreign sound - Caetano Veloso
(Disseram que CV quase emplacou dois discos nos 10 -. Mas é nisto que dá achar que depois de cantar Peninha pode cantar qualquer coisa. E gravar Nirvana deve ter feito com que Coubain mandasse maldições de onde estiver. O pior, é que o documentário Coração Vagabundo trata da turnê deste álbum. Ai, ai , ai...)
6°- Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar - Rita Lee
(Isso é praga da japonesa, que ELA fica xingando nos shows. E quem mandou ficar mexendo com bossa-nova? Como já dizia Raulito: Bosta-nova. Nem penso em reproduzir os comentários que estão na matéria, que é morte certa. Podia dormir sem esta)
5°- As 10 mais - Titãs
(Depois de ficar chafurdando no próprio lixo com os acústicos 1 & 2, resolveram fazer um de cover que tem até Mamonas. Acho que só perde pras pauladas que estão dando no que acabaram de lançar. Nesta altura, Arnaldo Antunes deve ter se espalhado de rir, por estar fora da jogada)
4° - 4 - Los Hermanos
(Dizem que depois de uma pasmaceira destas, os caras resolveram dar um tempo, pois nem eles se aguentavam. Imagina a gente. Para deixar as barbas de molho)
3° - 25 de dezembro - Simone
(Este é o disco "de natal" do rapaz.Também deve ser praga da japonesa, por causa do "e então é nataaaalllll...". Mas é páreo duro com aquele que Simas gravou com o Velha Duncan. Não pegou nem no aro)
2 - Tribalistas - Tribalistas
(Na época rolou um texto muito engraçado que mostrava uma festa de aniversário de um filho da Marisa aos Montes, em que Brown batucava em todo mundo e Antunes disparava a recitar concretismos. Arnaldo Antunes riu lá em cima, e agora, pela colocação, os Titãs sorriram bem mais, conjuntamente)
1 - Ana & Jorge ao vivo - Seu Ana & Jorge Carolina
(Este merece ser lido o que saiu na revista. Nem vou mexer, senão a Carolina começa a gritar por cima da malandragem e novo corte de cabelo do George)
Nas considerações finais, dizem que o primeiro e segundo lugares ganharam disparadamente dos outros concorrentes, com mais do dôbro da soma dos que ficaram do terceiro para baixo. Oswaldo Montenegro ficou em 11°, para os curiosos.
Se resolverem comprar a revista, ainda tem uma entrevista grandona com Tia Neyde, que anda toda desbocada e quase entregando todo mundo. Quem mandou não a colocarem no filme do Cazuza? Por isso sou vingativa, já disseram.
E também tem um monte de exemplos da utilização do Photoshop. Até que vale a comprada.
Mas o que será que aconteceu às 09 horas, 09 minutos e 09 segundos, na latitude 09°09'09", longitude 09°09'09", numa altitude de 09 metros, 09 centímetros e 09 milímetros do dia 09/09/09? Ajudem aí...
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310. A prova dos 9
Domingo, Agosto 30, 2009
Cria cuervos
Será que vou ser o primeiro a comentar os New Mutas em português?
Acho que não...na blogosféra é como no amor: quando se pensa que vai ser, já foi.
Bem, o nome Haih or Amortecedor, a gente deixa pro Dias explicar nas entrevistas, já que foi ele quem tirou a foto do côrvo da capa, acho que em Paris. Chique né? Paris sempre foi a terra dos corvos.
De cara já é bom dizer que é um trabalho retrô. Não tem aqueles barulhinhos eletrônicos que assolam as músicas de agora, não tem levadas eletrônicas e parece que são mesmo pessoas tocando e cantando de verdade. O trabalho é 1/2 Sérgio fase solo, 1/2 progressivo e 1/2 Mutas do comêço. A chave é conseguir somar 3 metades para dar um. Sérgio continua com a voz anasalada e com o sotaque mais paulistês que nunca. A voz de Bia não tem nada a ver com Ritz e nem La Duncan. É na verdade um timbre bem diferente das cantantes atuais que andam surgindo aos borbotões.
Infelizmente o que ouví, e espero que seja assim, não deve ser a masterização final, pois não dava para entender muito das letras.
E novamente um dos maiores guitarristas não só daqui, persiste em ser econômico em gravações. Porque será?
A primeira sonoridade, é Hymns of the world, part 1, assim em inglês acho que já pra enturmar com twiteiros, blogueiros, facebookeiros, que adoram botar um shakespeare pra gastar no meio das conversas. Infelizmente é uma colagem, e colagens são feitas para se ouvir uma só vêz. Tudo começou com Yoko metendo o bedelho na cabeça de Lennon e fazendo aquele number nine, number nine, no meio do álbum branco. Quem disser que ouve sempre colagens, vai ter de brinde um emprêgo com o Sarney ou de caseiro do Palocci. Hinos do mundo, acho que para buscar uma integração como mensagem hippie de paz, seria? Bom, na segunda audição já dá pra pular.
Daí vem Querida, Querida. Porque será que falam quirida, quirida? Parece firida. Mas tem energia e Sérgio exigiu muito de Bia, que vai até o último galho da árvore, algo feito por Ritz em Meu refrigerador não funciona, e que acabou só funcionando para detonar a voz da original. O arranjo é uma homenagem direta a Duprat. Mas não é um Duprat legítimo. Pena.
Teclar já rodou por aí de amostra. World music com toques arabescos. Vocais Mutas lá de 68.
2000 e agarraum é 2001 revisitado em missão sem astronauta. Mesma fórmula de misturar algo regional brazuca com uma latinidade abolerada, com uma pitada de Quem tem mêdo de brincar de amor. A letra de Tonzé deve ser boa, mas não dá pra entender muito. O resultado é bom. Bia e seu timbre adaptado ao quesito. Ainda tem a lembrança de colocar Caymmi no final, à la Chão de estrelas, esculhambado em outros tempos.
Bagdad blues seria um blues homem-bomba? Dias solando, com vocais Mutas e uma harmonia ao menos fugindo do clichê blues, com metais bem tortinhos. Dias grita, é bom avisar.
O Careca vem de Benjor. É o minha menina da vêz, mas esta era do Jorge Ben, o que faz diferença.
E será que entendí bem? O careca será mesmo o digamos, complemento do macho? Ben já fez homenagem ao anjo 45 e agora...bem, fazer o que? Levada Jorgiana. O careca esta no banho, o careca mandou avisar. Solo tb de El Dias.
O mensageiro é filho de Filhos do silêncio, neto de Cidadão da terra dos solos de Dias. É a que não aparece nada com Mutas, mas meus caros, se for tocar no rádio, é essa. Gruda. Mas fazer o que, é um disco dos Mutantes. E pra quem será que ele canta feliz aniversário? Bem, êle pode explicar também nas entrevistas. Tambem tem o toque gospel que sempre permeia os trabalhos solos do Baptista. Comprando lugar no céu, sem ser pela Agência Edir? Só para não pagar a sacolinha?
Anagrama é a mais Mutas de todas. Clássica. Meio bonheur du jour com qualquer bobagem. Bia cândida. Parece até a...bem não vou dizer que ela vai odiar, eu sei. Esta também gruda.
Samba do Fidel é El justicero em la isla. Sem o humor da original, claro, pois os palhaços não estão na jogada. Mas Carlos Santana continua. Pitadas de besame mucho e Ray Conniff. Sim, sim. Solo del Dias por supuesto.
Neurociência do amor, parte do riff de uma música do Led Zeppelin, misturada com o tempo no tempo (versão dos mamma and pappas do primeiro disco dos mutas). Mas é bem Mutas, acrescentados de um pouquinho de inglês, para postar no twitter, no facebook, no putzkioparutz. Boas guitarras.
Nada mudou. É o nome da música, e não para dizer que são mesmo os Mutas. Bem sessentinha mesmo, meio fanfarra, muda de levada. Bia e seus timbres. Todo mundo vestido de Sargent Pepper. Pitadas prog. Nesgas de Senhor F.
Bom gente. É retrô, então tem que ter um hare krishna no pedaço. Sérgio, além do gospel, sempre investe no lado oriental, porque é bom garantir passagem em duas conduções, por via das dúvidas, para se chegar ao nirvana, com ou sem koubain. Existe uma clássica do Lennon, que diz que um dia ele comunicou ao maharishi que não iam ficar mais meditando lá no sítio dêle. O Maharishi, surpreso, perguntou porque, e nosso representante do outro lado, disse que se ele sabia de tudo, sabia também porque ele estava indo embora. Então, hare, hare, e vamos parar nesta oração, antes de entrar na última do disco, que é....isso mesmo, a parte dois da colagem, com direito a virundum, obama, e assim vai. Fazer o que?
Resultado final? É bom, dá pra ouvir na boa e antes de sair falando besteira, é bom ouvir várias vêzes pois é bem complexo. Eu acho que quem gostava vai continuar gostando, quem não gostava, vai continuar odiando. Só resta saber o que acharão os que nunca ouviram dantes.
Cartas para a redação.
Lembrando que por enquanto só sai nos states, onde os eles estão fazendo vários shows.
Acho que não...na blogosféra é como no amor: quando se pensa que vai ser, já foi.
Bem, o nome Haih or Amortecedor, a gente deixa pro Dias explicar nas entrevistas, já que foi ele quem tirou a foto do côrvo da capa, acho que em Paris. Chique né? Paris sempre foi a terra dos corvos.
De cara já é bom dizer que é um trabalho retrô. Não tem aqueles barulhinhos eletrônicos que assolam as músicas de agora, não tem levadas eletrônicas e parece que são mesmo pessoas tocando e cantando de verdade. O trabalho é 1/2 Sérgio fase solo, 1/2 progressivo e 1/2 Mutas do comêço. A chave é conseguir somar 3 metades para dar um. Sérgio continua com a voz anasalada e com o sotaque mais paulistês que nunca. A voz de Bia não tem nada a ver com Ritz e nem La Duncan. É na verdade um timbre bem diferente das cantantes atuais que andam surgindo aos borbotões.
Infelizmente o que ouví, e espero que seja assim, não deve ser a masterização final, pois não dava para entender muito das letras.
E novamente um dos maiores guitarristas não só daqui, persiste em ser econômico em gravações. Porque será?
A primeira sonoridade, é Hymns of the world, part 1, assim em inglês acho que já pra enturmar com twiteiros, blogueiros, facebookeiros, que adoram botar um shakespeare pra gastar no meio das conversas. Infelizmente é uma colagem, e colagens são feitas para se ouvir uma só vêz. Tudo começou com Yoko metendo o bedelho na cabeça de Lennon e fazendo aquele number nine, number nine, no meio do álbum branco. Quem disser que ouve sempre colagens, vai ter de brinde um emprêgo com o Sarney ou de caseiro do Palocci. Hinos do mundo, acho que para buscar uma integração como mensagem hippie de paz, seria? Bom, na segunda audição já dá pra pular.
Daí vem Querida, Querida. Porque será que falam quirida, quirida? Parece firida. Mas tem energia e Sérgio exigiu muito de Bia, que vai até o último galho da árvore, algo feito por Ritz em Meu refrigerador não funciona, e que acabou só funcionando para detonar a voz da original. O arranjo é uma homenagem direta a Duprat. Mas não é um Duprat legítimo. Pena.
Teclar já rodou por aí de amostra. World music com toques arabescos. Vocais Mutas lá de 68.
2000 e agarraum é 2001 revisitado em missão sem astronauta. Mesma fórmula de misturar algo regional brazuca com uma latinidade abolerada, com uma pitada de Quem tem mêdo de brincar de amor. A letra de Tonzé deve ser boa, mas não dá pra entender muito. O resultado é bom. Bia e seu timbre adaptado ao quesito. Ainda tem a lembrança de colocar Caymmi no final, à la Chão de estrelas, esculhambado em outros tempos.
Bagdad blues seria um blues homem-bomba? Dias solando, com vocais Mutas e uma harmonia ao menos fugindo do clichê blues, com metais bem tortinhos. Dias grita, é bom avisar.
O Careca vem de Benjor. É o minha menina da vêz, mas esta era do Jorge Ben, o que faz diferença.
E será que entendí bem? O careca será mesmo o digamos, complemento do macho? Ben já fez homenagem ao anjo 45 e agora...bem, fazer o que? Levada Jorgiana. O careca esta no banho, o careca mandou avisar. Solo tb de El Dias.
O mensageiro é filho de Filhos do silêncio, neto de Cidadão da terra dos solos de Dias. É a que não aparece nada com Mutas, mas meus caros, se for tocar no rádio, é essa. Gruda. Mas fazer o que, é um disco dos Mutantes. E pra quem será que ele canta feliz aniversário? Bem, êle pode explicar também nas entrevistas. Tambem tem o toque gospel que sempre permeia os trabalhos solos do Baptista. Comprando lugar no céu, sem ser pela Agência Edir? Só para não pagar a sacolinha?
Anagrama é a mais Mutas de todas. Clássica. Meio bonheur du jour com qualquer bobagem. Bia cândida. Parece até a...bem não vou dizer que ela vai odiar, eu sei. Esta também gruda.
Samba do Fidel é El justicero em la isla. Sem o humor da original, claro, pois os palhaços não estão na jogada. Mas Carlos Santana continua. Pitadas de besame mucho e Ray Conniff. Sim, sim. Solo del Dias por supuesto.
Neurociência do amor, parte do riff de uma música do Led Zeppelin, misturada com o tempo no tempo (versão dos mamma and pappas do primeiro disco dos mutas). Mas é bem Mutas, acrescentados de um pouquinho de inglês, para postar no twitter, no facebook, no putzkioparutz. Boas guitarras.
Nada mudou. É o nome da música, e não para dizer que são mesmo os Mutas. Bem sessentinha mesmo, meio fanfarra, muda de levada. Bia e seus timbres. Todo mundo vestido de Sargent Pepper. Pitadas prog. Nesgas de Senhor F.
Bom gente. É retrô, então tem que ter um hare krishna no pedaço. Sérgio, além do gospel, sempre investe no lado oriental, porque é bom garantir passagem em duas conduções, por via das dúvidas, para se chegar ao nirvana, com ou sem koubain. Existe uma clássica do Lennon, que diz que um dia ele comunicou ao maharishi que não iam ficar mais meditando lá no sítio dêle. O Maharishi, surpreso, perguntou porque, e nosso representante do outro lado, disse que se ele sabia de tudo, sabia também porque ele estava indo embora. Então, hare, hare, e vamos parar nesta oração, antes de entrar na última do disco, que é....isso mesmo, a parte dois da colagem, com direito a virundum, obama, e assim vai. Fazer o que?
Resultado final? É bom, dá pra ouvir na boa e antes de sair falando besteira, é bom ouvir várias vêzes pois é bem complexo. Eu acho que quem gostava vai continuar gostando, quem não gostava, vai continuar odiando. Só resta saber o que acharão os que nunca ouviram dantes.
Cartas para a redação.
Lembrando que por enquanto só sai nos states, onde os eles estão fazendo vários shows.
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309.Cria cuervos
Terça-feira, Agosto 18, 2009
Foca Raul
Parece que a moda agora não é só ser capa de revista.
Depois de Titãs (que já sai em dvd), Lóki, Simonal e CV, estão se preparando para descer a ladeira Herbert Vianna, e Raulzito.
O cara que esta fazendo "O inicio, o fim o meio", seguiu a cartilha e foi direto na fonte, ou seja, nas mulheres do maluco beleza. Aliás, geralmente no mundo das artes, é ex para todo lado, e então monta-se histórias com as mágoas, as ganâncias, geralmente da que estava de plantão na parte final, e tem as que não querem falar, mas um dia acabam falando só para mostrar que as falastronas iniciais perderam boa parte do evangelho. Mas tudo em nome daquele que ergue e destrói coisas belas. Yoko, phd no assunto que o diga, dig it?
Aliás, o diretor do filme pôs a cara no Fanplástico pedindo que quem tivesse material, que disponibilizasse, o que é uma eterna luta aqui desta falange. Histórias não são contadas por gavetas e baús fechados. Se for assim, vamos ficar escutando só histórias das zinhas, ao bel prazer delas.
Hérica Marmo, que embora tenha escrito um belo livro sôbre o magro, digo, mago coelho, de quebra acabou fazendo um dos melhores relatos do Raul, me disse que vem aí uma bio do rocker da melhor qualidade, feito por um cara super-sério que esta há cinco anos no projeto, o jornalista Edmundo Leite. Quem quiser saber mais, Raul é capa da Rolling Stone (a alternativa é o vai com jéca, que não só tem ex-mulhas mas a família inteira na fila do faturamento pos-mortem).
Já estava mais que na hora de se colocar o pingo nos "y", e mostrar quem é pai de roque nacional. A mãe a gente já sabe. E vamos saber porque o coelhinho vive fugindo da história da parceria.
Há 40 anos, não tinha internet, poucas revistas especializadas, e Woodstock foi chegando aos poucos por estas bandas. O impacto mesmo foi quando saiu o filme, pois o álbum triplo já estava gasto aqui nas vitrolas. Como era usual, os durangos colocaram os dedos nas estradas para as capitais, e acabamos num cinema na Paulista, logo no primeiro dia de lançamento. Cansados e famintos, fomos logo para o saguão, mais para dar uma relaxada, e como uma sessão já estava em andamento, iríamos aguardar para ver desde o começo da próxima, para não perder o impacto. Este era o plano, mas quando entramos, ouvíamos que Hendrix estava começando sua parte. A curiosidade matou mais aqueles gatos pingados. Entramos correndo, vendo o negão naquela tela enorme, e lá ficamos por 3 sessões seguidas. O filme tinha 3 horas. Fome? Cansaço? Qua qua ra qua qua...
É claro que alguns pássaros gorjeiam no mês do desgôsto, mas a revoada de urubus é terrível. Foi nêste mês de cachorro louco que pararam de uivar Raulzito e Elvis, dentre otras cositas.
este é post...mais uma dos New Mutas
http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fstereogum.com%2Farchives%2Fmp3%2Fnew-os-mutantes-anagrama-stereogum-premiere_084981.html&h=cbfdf36d7561fe8a4df1c787c1dd7f0d
Depois de Titãs (que já sai em dvd), Lóki, Simonal e CV, estão se preparando para descer a ladeira Herbert Vianna, e Raulzito.
O cara que esta fazendo "O inicio, o fim o meio", seguiu a cartilha e foi direto na fonte, ou seja, nas mulheres do maluco beleza. Aliás, geralmente no mundo das artes, é ex para todo lado, e então monta-se histórias com as mágoas, as ganâncias, geralmente da que estava de plantão na parte final, e tem as que não querem falar, mas um dia acabam falando só para mostrar que as falastronas iniciais perderam boa parte do evangelho. Mas tudo em nome daquele que ergue e destrói coisas belas. Yoko, phd no assunto que o diga, dig it?
Aliás, o diretor do filme pôs a cara no Fanplástico pedindo que quem tivesse material, que disponibilizasse, o que é uma eterna luta aqui desta falange. Histórias não são contadas por gavetas e baús fechados. Se for assim, vamos ficar escutando só histórias das zinhas, ao bel prazer delas.
Hérica Marmo, que embora tenha escrito um belo livro sôbre o magro, digo, mago coelho, de quebra acabou fazendo um dos melhores relatos do Raul, me disse que vem aí uma bio do rocker da melhor qualidade, feito por um cara super-sério que esta há cinco anos no projeto, o jornalista Edmundo Leite. Quem quiser saber mais, Raul é capa da Rolling Stone (a alternativa é o vai com jéca, que não só tem ex-mulhas mas a família inteira na fila do faturamento pos-mortem).
Já estava mais que na hora de se colocar o pingo nos "y", e mostrar quem é pai de roque nacional. A mãe a gente já sabe. E vamos saber porque o coelhinho vive fugindo da história da parceria.
Há 40 anos, não tinha internet, poucas revistas especializadas, e Woodstock foi chegando aos poucos por estas bandas. O impacto mesmo foi quando saiu o filme, pois o álbum triplo já estava gasto aqui nas vitrolas. Como era usual, os durangos colocaram os dedos nas estradas para as capitais, e acabamos num cinema na Paulista, logo no primeiro dia de lançamento. Cansados e famintos, fomos logo para o saguão, mais para dar uma relaxada, e como uma sessão já estava em andamento, iríamos aguardar para ver desde o começo da próxima, para não perder o impacto. Este era o plano, mas quando entramos, ouvíamos que Hendrix estava começando sua parte. A curiosidade matou mais aqueles gatos pingados. Entramos correndo, vendo o negão naquela tela enorme, e lá ficamos por 3 sessões seguidas. O filme tinha 3 horas. Fome? Cansaço? Qua qua ra qua qua...
É claro que alguns pássaros gorjeiam no mês do desgôsto, mas a revoada de urubus é terrível. Foi nêste mês de cachorro louco que pararam de uivar Raulzito e Elvis, dentre otras cositas.
este é post...mais uma dos New Mutas
http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fstereogum.com%2Farchives%2Fmp3%2Fnew-os-mutantes-anagrama-stereogum-premiere_084981.html&h=cbfdf36d7561fe8a4df1c787c1dd7f0d
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308.Foca raul
Domingo, Agosto 02, 2009
Es una porqueria
Mas é mesmo revoltante o que se faz com uma nação, ou melhor, uma infinidade de pessoas, apenas por sêde de poder.
Para quem viveu a história, é terrível ver o popularíssimo Lulex Sedilex abraçando o Roubando Collor. Quem não assistiu aquele debate ridículo, com a mulher comprada, com o Cheirandinho dizendo que o equipamento de som que o Lula tinha era muito mais caro e melhor que o dêle?
E o coitado do povo acreditando, que é no que dá ficar se alimentando intelectualmente de novelas. Para o mais bonitinho, mais desenvolto, o trono. Porque colocar no poder um gentalha como milhões de outros que existem pelaqui?
Amigos ligados à politica, me disseram que no dia do debate, e antes de virar alga marinha, Ulysses Guimarães (que poderia ter sido pai de Ritz, não se esqueçam), chegou com um opalão, chamou o Lula e disse que no porta-malas estava toda uma documentação para derrubar o Mauricinho no debate, pois já sabiam o que ele iria dizer e usar.
Por intermédio das tais forças ocultas criadas pelo Jânio Quadros, Lula não quis usar, e ficou todo aquele tempo com a cara de bosta mais deslavada(porque será que não reprisam este debate agora?)
Quando a massa resolveu desfazer o engano, depois daquela palhaçada de caça-marajás, PC Farias (afinal, no que deu a acusação de que o irmão é quem fez o serviço?), roubo do dinheiro do povo que poupava a duras penas, Zélia Cardoso, Bernardo Cabral, Casa da Dinda...chega, senão acaba o espaço...
E então colocaram o bestalúrgico para beber no planalto. É claro que sempre apoiei, e acho que as melhorias, já começando com ressalvas no FHC, foram muitas.
Mas o petezão só não quebrou a cara porque o chefe tem carisma e é manhoso como todo mundo que precisou ganhar a vida ralando. Se é que ele ralou, pois dizem que o encosto sindicalista não é assim uma pedreira.
É bom lembrar que o primeiro escalão peteiro se lambuzou logo de cara, e caiu inteiro para os bastidores(ou estão achando que saíram do jogo?), tiraram o Gil da música, e mensalão e tudo mais.
Agora tem a falta de opção que é a Dilma, e um apoio vergonhoso ao coronelismo de Dom Sarney, tudo isso na palhaçada política, na qual só podemos influenciar com nossos votinhos, nos quais ninguém na verdade presta a devida atenção. E não se iludam, pois a politicaiada que esta chiando contra, é só para que o poder mude de grupo, nada mais.
Mas onde vamos pagar a conta, é na tal epidemia da gripe( viram como o nome A(H1N1) graficamente parece com ATCHIN?). Todo mundo da saúde sabia que a coisa viria com tudo, e fica aquele ministro vaselina sempre minimizando.
Se a AIDS que é transmitida no encontro de sangue com sangue, se expandiu tanto, o que dizer de algo que fica no ar? Já viram que ninguém comenta que no México, o epicentro do bicho, cuidou-se muito bem, e pelo tempo de exposição, é um dos menores índices de letalidade atuais?
A AIDS, quando preconceituosamente disseram que era doença de homossexuais, fez com que a classe se unisse, conscientizasse e combatesse, e passaram a ser o grupo menos infectado.
Imprensa e ministrinho, começam a querer comparar com a gripe comum, começam a dizer que é ruim para grávida, velhote e criancinha, o que faz com que as pessoas diferentes disso comecem a achar que se pegarem tiram de letra. Comparar a gripe comum com esta, é dizer que gato e onça são ambos felinos.
Prorrogam as férias, e não dizem que é para se ficar em casa e não ir todo mundo para os shoppings. Aqui em volta de Ribeirão, as festas regionais, que são extremamente populares e juntam milhares, vão ser mantidas. Imaginem, pela progressão e escalada do surto, como vai ser o tal Barretos, que reúne até milhão de pessoas.
O Barraco Obama ( que deu um belíssimo exemplo mostrando que com ceva se resolve tudo - e deve ter até levado algum da Ambev) já garantiu 50 milhões de doses do remédio, enquanto por aqui o estoque dá para cuidar de no máximo cem mil pessoas. Com estes números, voces acham que os casos vão ser esta meia dúzia que anunciam no jornal nacional?
Aliás, espero que os que festejaram a eleição do Obama, e deixaram o Gabeira de lado, já estejam vendo que como já dito, o cara esta lá para salvar os states e não o mundo. Bases militares compradas na Colombia, proibição de exportação de etanol, e assim vai. E o malandrão ainda chama o Lula de "o cara". Lembram que Romário um dia disse que o criador olhou para ele e disse "esse é o cara"? Pelo visto "o cara" acaba sempre se ferrando.
Mas na verdade é para dizer que nessa loteria desejo uma total falta de sorte a todos, porque muitos dos que cá estão, nossos próximos, vão acabar sendo sorteados pelo vírus, e infelizmente alguns passarão na prova, outros não.
Por uns tempos, quando forem aos shows DELA, não precisa ir no camarim, não precisa abraçar, não precisa beijar. Uma hora volta-se ao que era.
Depois ficam preocupados com a lipo do Gornaldo.
O pior é que ainda não assisti os doc dos Titãs, do Lóki, do Simona e do CV, que ao que parece é o único a mostrar as partes. E já é agôsto, mês de desgôsto.
Para não dizer que não se falou de flôres, vai uma do cd dos NewMutas (Haih), que sai nos states em 08/09/09 e se chama "Teclar"
http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fpitchfork.com%2Fnews%2F35922-premiere-os-mutantes-teclar%2F&h=5c6e1e5b66f21f58042f5b294f030a68
Para quem viveu a história, é terrível ver o popularíssimo Lulex Sedilex abraçando o Roubando Collor. Quem não assistiu aquele debate ridículo, com a mulher comprada, com o Cheirandinho dizendo que o equipamento de som que o Lula tinha era muito mais caro e melhor que o dêle?
E o coitado do povo acreditando, que é no que dá ficar se alimentando intelectualmente de novelas. Para o mais bonitinho, mais desenvolto, o trono. Porque colocar no poder um gentalha como milhões de outros que existem pelaqui?
Amigos ligados à politica, me disseram que no dia do debate, e antes de virar alga marinha, Ulysses Guimarães (que poderia ter sido pai de Ritz, não se esqueçam), chegou com um opalão, chamou o Lula e disse que no porta-malas estava toda uma documentação para derrubar o Mauricinho no debate, pois já sabiam o que ele iria dizer e usar.
Por intermédio das tais forças ocultas criadas pelo Jânio Quadros, Lula não quis usar, e ficou todo aquele tempo com a cara de bosta mais deslavada(porque será que não reprisam este debate agora?)
Quando a massa resolveu desfazer o engano, depois daquela palhaçada de caça-marajás, PC Farias (afinal, no que deu a acusação de que o irmão é quem fez o serviço?), roubo do dinheiro do povo que poupava a duras penas, Zélia Cardoso, Bernardo Cabral, Casa da Dinda...chega, senão acaba o espaço...
E então colocaram o bestalúrgico para beber no planalto. É claro que sempre apoiei, e acho que as melhorias, já começando com ressalvas no FHC, foram muitas.
Mas o petezão só não quebrou a cara porque o chefe tem carisma e é manhoso como todo mundo que precisou ganhar a vida ralando. Se é que ele ralou, pois dizem que o encosto sindicalista não é assim uma pedreira.
É bom lembrar que o primeiro escalão peteiro se lambuzou logo de cara, e caiu inteiro para os bastidores(ou estão achando que saíram do jogo?), tiraram o Gil da música, e mensalão e tudo mais.
Agora tem a falta de opção que é a Dilma, e um apoio vergonhoso ao coronelismo de Dom Sarney, tudo isso na palhaçada política, na qual só podemos influenciar com nossos votinhos, nos quais ninguém na verdade presta a devida atenção. E não se iludam, pois a politicaiada que esta chiando contra, é só para que o poder mude de grupo, nada mais.
Mas onde vamos pagar a conta, é na tal epidemia da gripe( viram como o nome A(H1N1) graficamente parece com ATCHIN?). Todo mundo da saúde sabia que a coisa viria com tudo, e fica aquele ministro vaselina sempre minimizando.
Se a AIDS que é transmitida no encontro de sangue com sangue, se expandiu tanto, o que dizer de algo que fica no ar? Já viram que ninguém comenta que no México, o epicentro do bicho, cuidou-se muito bem, e pelo tempo de exposição, é um dos menores índices de letalidade atuais?
A AIDS, quando preconceituosamente disseram que era doença de homossexuais, fez com que a classe se unisse, conscientizasse e combatesse, e passaram a ser o grupo menos infectado.
Imprensa e ministrinho, começam a querer comparar com a gripe comum, começam a dizer que é ruim para grávida, velhote e criancinha, o que faz com que as pessoas diferentes disso comecem a achar que se pegarem tiram de letra. Comparar a gripe comum com esta, é dizer que gato e onça são ambos felinos.
Prorrogam as férias, e não dizem que é para se ficar em casa e não ir todo mundo para os shoppings. Aqui em volta de Ribeirão, as festas regionais, que são extremamente populares e juntam milhares, vão ser mantidas. Imaginem, pela progressão e escalada do surto, como vai ser o tal Barretos, que reúne até milhão de pessoas.
O Barraco Obama ( que deu um belíssimo exemplo mostrando que com ceva se resolve tudo - e deve ter até levado algum da Ambev) já garantiu 50 milhões de doses do remédio, enquanto por aqui o estoque dá para cuidar de no máximo cem mil pessoas. Com estes números, voces acham que os casos vão ser esta meia dúzia que anunciam no jornal nacional?
Aliás, espero que os que festejaram a eleição do Obama, e deixaram o Gabeira de lado, já estejam vendo que como já dito, o cara esta lá para salvar os states e não o mundo. Bases militares compradas na Colombia, proibição de exportação de etanol, e assim vai. E o malandrão ainda chama o Lula de "o cara". Lembram que Romário um dia disse que o criador olhou para ele e disse "esse é o cara"? Pelo visto "o cara" acaba sempre se ferrando.
Mas na verdade é para dizer que nessa loteria desejo uma total falta de sorte a todos, porque muitos dos que cá estão, nossos próximos, vão acabar sendo sorteados pelo vírus, e infelizmente alguns passarão na prova, outros não.
Por uns tempos, quando forem aos shows DELA, não precisa ir no camarim, não precisa abraçar, não precisa beijar. Uma hora volta-se ao que era.
Depois ficam preocupados com a lipo do Gornaldo.
O pior é que ainda não assisti os doc dos Titãs, do Lóki, do Simona e do CV, que ao que parece é o único a mostrar as partes. E já é agôsto, mês de desgôsto.
Para não dizer que não se falou de flôres, vai uma do cd dos NewMutas (Haih), que sai nos states em 08/09/09 e se chama "Teclar"
http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fpitchfork.com%2Fnews%2F35922-premiere-os-mutantes-teclar%2F&h=5c6e1e5b66f21f58042f5b294f030a68
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308.Es una porqueria
Segunda-feira, Julho 13, 2009
O rock roeu a roupa do rei do pop
Neste dia, exatamente 3 anos atrás, o PCC atacava em Sampa, mas teve um povinho que não estava nem aí e marchou firme para a Saraiva do Morumbi Shopping, não sei se para o lançamento de um livro ou para VÊ-LA LÁ. Não lembro direito. Mas foi muito bom e o tempo é muito rápido no gatilho.
Conhecí muita gente que mantém contato até o presente, e acho que por mais muito. Um prazer.
E além do mais, é dia mundial do rock, um tanto adormecido, mas pulsando.
Aproveitando o ensejo, um pouquinho do Reiberto no Maraca da Globo. Deixe-me ir pelos flancos, explicando onde me coloco, para que não haja mal entendido. Gosto das músicas até 1970. Depois foi por osmose. Como estava na bela e próspera Porto Feliz (meu povo, às 17:00 do sábado passei na estrada, do ladinho de onde Ritz e os maluketes estavam em Leme. Chovia mutcho), não assisti ao tal especial ao vivo. Mas deixei no rec. , claro.
No domingo de manhã, ao invés de sair para caçar rã, fui assistir como se fôsse ao vivo, pois nada sabia do que rolara. De prima achei que o que tem um milhão de amigos, dentre eles o Cristo e sua queria mama, poderia ter conseguido que não chovesse. Mas depois deu para ver que foi o que salvou a coisa de virar mais um especial de fim de ano temporão.
A primeira sacanagem foi que a Globo não passou o show ao vivo, mas sim com meia hora de atraso, para se previnir de furos. No comêço chovia um pouco, mas parece que na sexta música, o mundo desabou (quem sabe, a resposta dos céus por tantas lágrimas derramadas em terra nos shows anteriores). Nesta hora, RC saiu do palco, e não queria continuar o show. Foi lembrado por patrocinadores e seus advogados, que no contrato não havia cláusula para interrupção por intempéries. Teve que voltar, e como é a peça, presumo que bem contrariado. Como não estava ao vivo, simplesmente pularam esta parte, e para quem assistia na secura do lar, parecia tudo normalex.
A vipaiada gelada que tinha seus lugares no gargarejo, saiu de banda para os camarotes, para tomar uma quentinha e sair do molhado, pois ficariam horríveis para sair na CARAS. Para não ficar aquele vazio na frente, que pegaria mal na transmissão, a produção empurrou a gentalha dos lugares baratos aos pés do rei. Bem, ao pé pelo menos. Mas foi aquela mornice total, da qual escapei com meu valoroso e providencial contrôle remoto. RC não se acertava com o pedestal, não se acertava com o fone de ouvido ( que estava usando pela primeira vêz), não se acertava com o texto que estava escrito à sua frente, assim como as letras de suas músicas.
O monarca contrariado devia estar à flor da pele, tendo que sorrir e levar em frente o que seguramente gostaria que fôsse o mais do mesmo de sempre. Quando chegou a hora do Erasmo, a coisa deve ter rolado mais no improviso do que no ensaio.
Neste momento a vaca deu uma pequena tossida. Um cara com 50 anos de shows, com várias vêzes no palco com Erasmo e Wanderléa como convidados, tiraria de letra. Mas não segurou a onda, no que foi o toque filha do Michael Jackson no lance. RC deixou o Olimpo e virou gente. Muitos acharam que a velha amizade é quem debulhou as lágrimas. Eu já acho que foi a única prancha para se segurar, e o menino dos olhos tristes levou uma lição dos dois a quem ele já deixou na mão por várias vêzes. Sumiram os milhões de amigos na enchurrada, e lá estavam apenas os dois dizendo que não era para JC que eles estavam lá. RC deve ter tomado a maior lição de sua vida.
Certeza que o Brasil inteiro aumentou o volume das chuvas no momento, inclusive quem assistia horas depois.
Para quem não sabe: em 1968, mais ou menos, Luiz Sérgio Person chamou os 3 da Jovem Guarda para fazer um filme. Começaram as filmagens e Roberto roeu a corda, dizendo que só continuaria em um projeto em que fôsse o protagonista. Os outros dois baixaram as orelhinhas, e foram feitos aquelas 3 imitações de bítous, misturado com filme de elvis, jamesbonde, etc.
Dai RC abandonou o Jovem Guarda, programa, para ter um só seu, e que tem burro nadando na água até hoje. Depois a traição total na juventude rebelde, que achava que o movimento poderia tomar seriedade e competir com o que se fazia no mundo do roquenrou. Uma armação para ganhar o caretíssimo Festival de San Remo.
Lembrando também que quando RC tinha uma banda com Erasmo e Tim Maia, foram no programa de tv do Carlos Imperial, e logo no primeiro, Rioberto deu uma rasteira nos caras, para cantar sózinho nos outros programas. E quem leu a proibio, sabe que se não fôsse a primeira mulher de RC, Nice, ele não teria feito nada por Tim Maia, que tinha voltado na pior dos states e o rei já era o rei. Ao menos no Globo Repórter ele confessou que foi Tim quem ensinou a ele a batida mestra da jovem guarda.
Como diz o Eclesiastes bíblico, há tempo de arrependimento.
Meu amigo Johnny sempre diz que RC teria que fazer um show só jovem guarda, para a redenção. Pode ser que tenha aprendido.
E como começamos falando do dia do rock, que por favor, não mais dissessem que Erasmo é o pai do rock. Erasmo é o sombra, e pronto. E ameaçou escrever uma bio contando tudo, mas já afinou e disse que vai ser um livro com histórias engraçadas da estrada. Ameaça de deserdamento, isso sim. Rock nacional é Ritz, Raulito, Arnaldo pós Mutas e honóris causa, pelo comportamento, Tim Maia. O resto não chega nem a ser ruído.
Mas assistir a um show do Reiberto, ao vivo, é emocionante. Fazer o que?....
Conhecí muita gente que mantém contato até o presente, e acho que por mais muito. Um prazer.
E além do mais, é dia mundial do rock, um tanto adormecido, mas pulsando.
Aproveitando o ensejo, um pouquinho do Reiberto no Maraca da Globo. Deixe-me ir pelos flancos, explicando onde me coloco, para que não haja mal entendido. Gosto das músicas até 1970. Depois foi por osmose. Como estava na bela e próspera Porto Feliz (meu povo, às 17:00 do sábado passei na estrada, do ladinho de onde Ritz e os maluketes estavam em Leme. Chovia mutcho), não assisti ao tal especial ao vivo. Mas deixei no rec. , claro.
No domingo de manhã, ao invés de sair para caçar rã, fui assistir como se fôsse ao vivo, pois nada sabia do que rolara. De prima achei que o que tem um milhão de amigos, dentre eles o Cristo e sua queria mama, poderia ter conseguido que não chovesse. Mas depois deu para ver que foi o que salvou a coisa de virar mais um especial de fim de ano temporão.
A primeira sacanagem foi que a Globo não passou o show ao vivo, mas sim com meia hora de atraso, para se previnir de furos. No comêço chovia um pouco, mas parece que na sexta música, o mundo desabou (quem sabe, a resposta dos céus por tantas lágrimas derramadas em terra nos shows anteriores). Nesta hora, RC saiu do palco, e não queria continuar o show. Foi lembrado por patrocinadores e seus advogados, que no contrato não havia cláusula para interrupção por intempéries. Teve que voltar, e como é a peça, presumo que bem contrariado. Como não estava ao vivo, simplesmente pularam esta parte, e para quem assistia na secura do lar, parecia tudo normalex.
A vipaiada gelada que tinha seus lugares no gargarejo, saiu de banda para os camarotes, para tomar uma quentinha e sair do molhado, pois ficariam horríveis para sair na CARAS. Para não ficar aquele vazio na frente, que pegaria mal na transmissão, a produção empurrou a gentalha dos lugares baratos aos pés do rei. Bem, ao pé pelo menos. Mas foi aquela mornice total, da qual escapei com meu valoroso e providencial contrôle remoto. RC não se acertava com o pedestal, não se acertava com o fone de ouvido ( que estava usando pela primeira vêz), não se acertava com o texto que estava escrito à sua frente, assim como as letras de suas músicas.
O monarca contrariado devia estar à flor da pele, tendo que sorrir e levar em frente o que seguramente gostaria que fôsse o mais do mesmo de sempre. Quando chegou a hora do Erasmo, a coisa deve ter rolado mais no improviso do que no ensaio.
Neste momento a vaca deu uma pequena tossida. Um cara com 50 anos de shows, com várias vêzes no palco com Erasmo e Wanderléa como convidados, tiraria de letra. Mas não segurou a onda, no que foi o toque filha do Michael Jackson no lance. RC deixou o Olimpo e virou gente. Muitos acharam que a velha amizade é quem debulhou as lágrimas. Eu já acho que foi a única prancha para se segurar, e o menino dos olhos tristes levou uma lição dos dois a quem ele já deixou na mão por várias vêzes. Sumiram os milhões de amigos na enchurrada, e lá estavam apenas os dois dizendo que não era para JC que eles estavam lá. RC deve ter tomado a maior lição de sua vida.
Certeza que o Brasil inteiro aumentou o volume das chuvas no momento, inclusive quem assistia horas depois.
Para quem não sabe: em 1968, mais ou menos, Luiz Sérgio Person chamou os 3 da Jovem Guarda para fazer um filme. Começaram as filmagens e Roberto roeu a corda, dizendo que só continuaria em um projeto em que fôsse o protagonista. Os outros dois baixaram as orelhinhas, e foram feitos aquelas 3 imitações de bítous, misturado com filme de elvis, jamesbonde, etc.
Dai RC abandonou o Jovem Guarda, programa, para ter um só seu, e que tem burro nadando na água até hoje. Depois a traição total na juventude rebelde, que achava que o movimento poderia tomar seriedade e competir com o que se fazia no mundo do roquenrou. Uma armação para ganhar o caretíssimo Festival de San Remo.
Lembrando também que quando RC tinha uma banda com Erasmo e Tim Maia, foram no programa de tv do Carlos Imperial, e logo no primeiro, Rioberto deu uma rasteira nos caras, para cantar sózinho nos outros programas. E quem leu a proibio, sabe que se não fôsse a primeira mulher de RC, Nice, ele não teria feito nada por Tim Maia, que tinha voltado na pior dos states e o rei já era o rei. Ao menos no Globo Repórter ele confessou que foi Tim quem ensinou a ele a batida mestra da jovem guarda.
Como diz o Eclesiastes bíblico, há tempo de arrependimento.
Meu amigo Johnny sempre diz que RC teria que fazer um show só jovem guarda, para a redenção. Pode ser que tenha aprendido.
E como começamos falando do dia do rock, que por favor, não mais dissessem que Erasmo é o pai do rock. Erasmo é o sombra, e pronto. E ameaçou escrever uma bio contando tudo, mas já afinou e disse que vai ser um livro com histórias engraçadas da estrada. Ameaça de deserdamento, isso sim. Rock nacional é Ritz, Raulito, Arnaldo pós Mutas e honóris causa, pelo comportamento, Tim Maia. O resto não chega nem a ser ruído.
Mas assistir a um show do Reiberto, ao vivo, é emocionante. Fazer o que?....
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307.O rock roeu a roupa do rei do pop
Domingo, Junho 28, 2009
É dia de feira
Aos poucos as coisas vão aparecendo.
Um pouco da apresentação do NÓS, no dia 20/06/09, dia do aniversário do Macca. É bem o comêço do show, das 4 músicas 3 são próprias e uma daquela bandinha. Não respirem aliviados, porque depois vem mais.
http://www.youtube.com/watch?v=AvHURRskTIA
E Normix manda notícias fresquinhas do casamento em que ELA foi madrinha.
http://webmail.convex.com.br/redir.php?http://ritalee.blog.terra.com.br/2009/06/28/o-casamento-em-curitiba/
E pra não dizer que não falei de flôres, o Vai Com Jeca vai pra galeria dos grandes, como sempre foi, e que acabou sucumbindo pelo lado negativo de tudo o que criou positivamente. Rest in peace.
Um pouco da apresentação do NÓS, no dia 20/06/09, dia do aniversário do Macca. É bem o comêço do show, das 4 músicas 3 são próprias e uma daquela bandinha. Não respirem aliviados, porque depois vem mais.
http://www.youtube.com/watch?v=AvHURRskTIA
E Normix manda notícias fresquinhas do casamento em que ELA foi madrinha.
http://webmail.convex.com.br/redir.php?http://ritalee.blog.terra.com.br/2009/06/28/o-casamento-em-curitiba/
E pra não dizer que não falei de flôres, o Vai Com Jeca vai pra galeria dos grandes, como sempre foi, e que acabou sucumbindo pelo lado negativo de tudo o que criou positivamente. Rest in peace.
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