A conversa é mole, mas o papo é firme.
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terça-feira, novembro 21, 2006
Em busca do templo perdido
Putz. Este é o post 80. E número redondinho é sempre bom pra fazer balanço.
Eu tinha me prometido que não iria tocar no assunto Mutantes no Fantástico, mas mudei de idéia, e por uma razão. Jogar Ritz contra Mutas e vice-versa é uma suja jogada midiática. E o que me fêz mudar de idéia é que Sérgio Dias quase entrou no jôgo, mas acabou sendo digno, resistiu e não deu corda para a polêmica. Para ser claro, transcrevo um trecho do que mandei para Ritz, à respeito:
....achei uma filhadaputice tremenda aquele bosta do kubrusly forçando que forçando jogar dirce contra vc, e ele não queria....ele quase entrou no começo, mas desbaratinou todas as provocações depois....e achei uma atitude digna dêle...daí o que sentí foi o seguinte: eles, os mutas, estão fazendo tudo isso, porque precisam ....precisam da grana, precisam do ego, precisam que bata um pouquinho de sol naquela penumbra em que estavam....zélia talvez tb...pra ela é marketing....e vc tá fazendo a negação, porque não precisa disso e por outras razões....e morre neves, pronto....eu acho que com o acesso que vc tem a Dirce, escreve pra ela e combina não tocarem mais no assunto e pronto....ele não fica mais te chamando, se te perguntarem vc diz nada a declarar, ou faz um elogio e abençoa...nestas alturas vc não precisa de nada disso e volto a dizer que para eles é a única opção...let 'em be...parem de alimentar mídia idiota que só quer vender notícia...
E assim sendo, chega do assunto. E se eu tiver a chance de ver os Mutas? Sim, eu vou assistir. Para pedras, favor tirar ficha no caixa.
Mas hoje é dia de balanço, como foi dito no começo.
Resolvi fazer este blog principalmente para dar continuidade a RLML, que termina há praticamente dez anos atrás, e também para manter contato com as pessoas que leram, atrair novos curiosos e principalmente colaboradores, num trabalho que sempre vai estar em construção, em prol de uma pessoa muito especial.
De brinde, Ritz volta e meia aparece por aqui ou mandando contribuições ou mesmo só bizuando. Isto aumenta muito a responsa, pois falamos de muitos assuntos mas o tema recorrente é ELA. Não posso descuidar dos posts, e quem comenta, aos poucos vai sentindo que esta sendo lido por voces sabem quem, e também vai sentindo que ficar dizendo que ela é a "maioral", um termo bem antigo, vai ficando meio chover no molhado. Tento ser criativo no que escrevo, para despertar a criatividade em quem responde.
Fico muito feliz quando um tópico gera novas informações, complementa ou até levanta outro tópico.
Eu tinha uma certa implicância com blogs, porque nos poucos que tinha visto, era uma pessoa falando com o próprio espelho, desfilando banalidades e trivialidades. Os comentário mais paupérrimos ainda.
E se não gostamos de alguma coisa, é calar e consentir ou tentar reverter. Assim sendo, achei que um bom caminho seria não falar com o espelho, lógico, mas para a janela. E aberta. E falar o mais alto possível. E pedir a quem ouvisse, que mandasse para as outras janelas.
Tenho minhas dúvidas por quanto tempo a net vai conseguir ser um espaço democrático, por isso vamos aproveitar enquanto o é. Lança perfume era liberada, cocaína vendia em farmácia e bebum foi proibido. É tudo conforme bate na bunda a tsunami da época.
O assunto drogas me lembra uma reflexão, que digo mais abaixo.
O gostoso é pegar um tópico , e vê-lo bombando nos comentários. O triste é ver o coitado abandonado. Um realmente que me deixou triste, foi o 27, que falava sôbre os Beatles e sôbre o Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar.
Fiquei chateado pois acho os Beatles de importância seminal para tudo que rolou nos últimos 50 anos. E Ritz também ficou chateadinha, pois além de dar sempre benção aos mestres, fêz um disco que ela gosta muito, numa hora em estava pessoalmente meio lá meio cá. Ela refletiu tudo isso em letras belíssimas. Imaginem como ela ficou ao ter várias letras não aprovadas pela yoka japoronga?
Ela também é chateada com o fato de que o disco fez muito mais sucesso fora do Brasil. Ela foi fazer shows na Argentina pela primeira vêz por conta deste trabalho.
Eu sempre passo por lá e vejo o zero comments, e tento resistir à tentação de comentar eu mesmo anonimamente. Mais aí perderia a lisura. Outro que ficou órfãozinho, foi o 37, que introduziu as Zeleegadas. Este também não entendí porque.
Mas vamos para a controvérsia. O prato mais cheio para os detratores de Ritz, são as drogas.
Vamos colocar a hipocrisia no armário. Muito, mas muito da melhor arte feita no mundo, foi sob o efeito de alguma substância. Maconha é coisa antiga. Álcool nem se diz. Fernando Pessoa, Baudelaire, Artaud, James Joyce, Conan Doyle, Dali, Picasso....usaríamos páginas para enumerar os que se enchiam de absinto, uma bebida que na época tinha 90% de teor alcoólico (whisky tem 42% na média) e foi proibida pois causava alucinações. Eu já acho que proibiram porque precisava beber pouco para ficar doidão, e isto é ruim para os negócios.
Absinto só podia ser tomado sentado, pois a pessoa não conseguia ficar em pé após a ingestão e os bares não queriam ver ninguém contundido. E ópio? A Europa era entupida daqueles antros que sempre vemos em filmes, com os caras fumando deitados naquelas camas. O mundo fashion é muito louco. Acham que os criadores de moda tiveram suas idéias tomando Evian (que é uma água) e sonhando com os anjinhos?
Freud, o pai da psicanálise construiu suas teses cheirando muita cocaína. Jung também dava uns tapas, assim como era chegadinho num cogumelo de zebú. Aldous Huxley, autor de As Portas da Percepção, no leito de morte, antes do último suspiro, pediu uma dose de psilocibina, um alucinógeno. São Pedro não deve ter entendido nada, quando Huxley aportou doidaço.
Artistas sempre tiverem um certo salvo conduto da sociedade para transguedirem, com a condição que depois contassem como foi. Por isso pessoas de "bem" acham que arte não é profissão.
Mas é o que dita o comportamento. E graças a pessoas que transpõe certos portais para trazer informações do "outro lado" conseguimos sair do irracionalismo.
Na década de 1960, Timothy Leary comandava um movimento que contava com a injestão principalmente de LSD, mas tudo com acompanhamento, preparação, dosagem certa, ou seja, para que as pessoas espandissem suas mentes mas perante profissionais que os auxiliassem. Acabou perdendo para os bebedores de whisky, e tomadores de anfetaminas que povoam os congressos em geral, sem falar na putaria que promovem. Foi prêso, expulso de universidade, mas manteve sua dignidade e seus propósitos. Um dia falamos mais dêle por aqui.
Por isso meus caros e caras, quando Ritz admite publicamente que usa drogas, e ela nunca escondeu isso, é bom entender porque. Não é a chapação pela chapação. O duro é agüentar hipócritas que se drogam de outras formas nada criativas, criticarem de forma preconceituosa.
Nos tempos de Pitágoras, em tôrno de 800 A.C. as pessoas entravam em escolas filosóficas como uma forma de aprendizado para a vida e a pós-vida. Iam fazendo exames e subindo de estágios. Os poucos que chegavam ao ápice, muito provavelmente tinham acesso a substâncias que lhes davam as visões. Eu acho que a Bíblia está cheia de histórias criadas desta maneira.
Aos que forem atirar as primeiras pedras de ácido, lembrem-se que se não fôssem os heróis, na maioria travestidos de artistas de todas as áreas, e que arriscaram suas sanidades em terrenos inexplorados, o mundo seria bem chatinho.
Mas não tentem reproduzir isso em casa, pois pode ser muito perigoso e deixem esse post afastado das crianças.
Ritz na globo news: estarei começando a postar amanhã, se tudo correr bem. E daí vcs verão como pode ser filho da puta uma edição. A do Famplástico cheia de veneno, com aquela voz de túmulo do Cid Morteira, com música pesada de fundo e cortes bruscos, e a do Almanaque, que só pelo nome já da pra sentir a amenidade, com mais risadas nas respostas, e corte nas partes polêmicas. Se não me engano acho que ela nem fala "odeio rodeio", preciso conferir.
Agora vamos ver no que dá um post sem fotos e com pouca roupa, digo, pouca Rita.
Eu tinha me prometido que não iria tocar no assunto Mutantes no Fantástico, mas mudei de idéia, e por uma razão. Jogar Ritz contra Mutas e vice-versa é uma suja jogada midiática. E o que me fêz mudar de idéia é que Sérgio Dias quase entrou no jôgo, mas acabou sendo digno, resistiu e não deu corda para a polêmica. Para ser claro, transcrevo um trecho do que mandei para Ritz, à respeito:
....achei uma filhadaputice tremenda aquele bosta do kubrusly forçando que forçando jogar dirce contra vc, e ele não queria....ele quase entrou no começo, mas desbaratinou todas as provocações depois....e achei uma atitude digna dêle...daí o que sentí foi o seguinte: eles, os mutas, estão fazendo tudo isso, porque precisam ....precisam da grana, precisam do ego, precisam que bata um pouquinho de sol naquela penumbra em que estavam....zélia talvez tb...pra ela é marketing....e vc tá fazendo a negação, porque não precisa disso e por outras razões....e morre neves, pronto....eu acho que com o acesso que vc tem a Dirce, escreve pra ela e combina não tocarem mais no assunto e pronto....ele não fica mais te chamando, se te perguntarem vc diz nada a declarar, ou faz um elogio e abençoa...nestas alturas vc não precisa de nada disso e volto a dizer que para eles é a única opção...let 'em be...parem de alimentar mídia idiota que só quer vender notícia...
E assim sendo, chega do assunto. E se eu tiver a chance de ver os Mutas? Sim, eu vou assistir. Para pedras, favor tirar ficha no caixa.
Mas hoje é dia de balanço, como foi dito no começo.
Resolvi fazer este blog principalmente para dar continuidade a RLML, que termina há praticamente dez anos atrás, e também para manter contato com as pessoas que leram, atrair novos curiosos e principalmente colaboradores, num trabalho que sempre vai estar em construção, em prol de uma pessoa muito especial.
De brinde, Ritz volta e meia aparece por aqui ou mandando contribuições ou mesmo só bizuando. Isto aumenta muito a responsa, pois falamos de muitos assuntos mas o tema recorrente é ELA. Não posso descuidar dos posts, e quem comenta, aos poucos vai sentindo que esta sendo lido por voces sabem quem, e também vai sentindo que ficar dizendo que ela é a "maioral", um termo bem antigo, vai ficando meio chover no molhado. Tento ser criativo no que escrevo, para despertar a criatividade em quem responde.
Fico muito feliz quando um tópico gera novas informações, complementa ou até levanta outro tópico.
Eu tinha uma certa implicância com blogs, porque nos poucos que tinha visto, era uma pessoa falando com o próprio espelho, desfilando banalidades e trivialidades. Os comentário mais paupérrimos ainda.
E se não gostamos de alguma coisa, é calar e consentir ou tentar reverter. Assim sendo, achei que um bom caminho seria não falar com o espelho, lógico, mas para a janela. E aberta. E falar o mais alto possível. E pedir a quem ouvisse, que mandasse para as outras janelas.
Tenho minhas dúvidas por quanto tempo a net vai conseguir ser um espaço democrático, por isso vamos aproveitar enquanto o é. Lança perfume era liberada, cocaína vendia em farmácia e bebum foi proibido. É tudo conforme bate na bunda a tsunami da época.
O assunto drogas me lembra uma reflexão, que digo mais abaixo.
O gostoso é pegar um tópico , e vê-lo bombando nos comentários. O triste é ver o coitado abandonado. Um realmente que me deixou triste, foi o 27, que falava sôbre os Beatles e sôbre o Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar.
Fiquei chateado pois acho os Beatles de importância seminal para tudo que rolou nos últimos 50 anos. E Ritz também ficou chateadinha, pois além de dar sempre benção aos mestres, fêz um disco que ela gosta muito, numa hora em estava pessoalmente meio lá meio cá. Ela refletiu tudo isso em letras belíssimas. Imaginem como ela ficou ao ter várias letras não aprovadas pela yoka japoronga?
Ela também é chateada com o fato de que o disco fez muito mais sucesso fora do Brasil. Ela foi fazer shows na Argentina pela primeira vêz por conta deste trabalho.
Eu sempre passo por lá e vejo o zero comments, e tento resistir à tentação de comentar eu mesmo anonimamente. Mais aí perderia a lisura. Outro que ficou órfãozinho, foi o 37, que introduziu as Zeleegadas. Este também não entendí porque.
Mas vamos para a controvérsia. O prato mais cheio para os detratores de Ritz, são as drogas.
Vamos colocar a hipocrisia no armário. Muito, mas muito da melhor arte feita no mundo, foi sob o efeito de alguma substância. Maconha é coisa antiga. Álcool nem se diz. Fernando Pessoa, Baudelaire, Artaud, James Joyce, Conan Doyle, Dali, Picasso....usaríamos páginas para enumerar os que se enchiam de absinto, uma bebida que na época tinha 90% de teor alcoólico (whisky tem 42% na média) e foi proibida pois causava alucinações. Eu já acho que proibiram porque precisava beber pouco para ficar doidão, e isto é ruim para os negócios.
Absinto só podia ser tomado sentado, pois a pessoa não conseguia ficar em pé após a ingestão e os bares não queriam ver ninguém contundido. E ópio? A Europa era entupida daqueles antros que sempre vemos em filmes, com os caras fumando deitados naquelas camas. O mundo fashion é muito louco. Acham que os criadores de moda tiveram suas idéias tomando Evian (que é uma água) e sonhando com os anjinhos?
Freud, o pai da psicanálise construiu suas teses cheirando muita cocaína. Jung também dava uns tapas, assim como era chegadinho num cogumelo de zebú. Aldous Huxley, autor de As Portas da Percepção, no leito de morte, antes do último suspiro, pediu uma dose de psilocibina, um alucinógeno. São Pedro não deve ter entendido nada, quando Huxley aportou doidaço.
Artistas sempre tiverem um certo salvo conduto da sociedade para transguedirem, com a condição que depois contassem como foi. Por isso pessoas de "bem" acham que arte não é profissão.
Mas é o que dita o comportamento. E graças a pessoas que transpõe certos portais para trazer informações do "outro lado" conseguimos sair do irracionalismo.
Na década de 1960, Timothy Leary comandava um movimento que contava com a injestão principalmente de LSD, mas tudo com acompanhamento, preparação, dosagem certa, ou seja, para que as pessoas espandissem suas mentes mas perante profissionais que os auxiliassem. Acabou perdendo para os bebedores de whisky, e tomadores de anfetaminas que povoam os congressos em geral, sem falar na putaria que promovem. Foi prêso, expulso de universidade, mas manteve sua dignidade e seus propósitos. Um dia falamos mais dêle por aqui.
Por isso meus caros e caras, quando Ritz admite publicamente que usa drogas, e ela nunca escondeu isso, é bom entender porque. Não é a chapação pela chapação. O duro é agüentar hipócritas que se drogam de outras formas nada criativas, criticarem de forma preconceituosa.
Nos tempos de Pitágoras, em tôrno de 800 A.C. as pessoas entravam em escolas filosóficas como uma forma de aprendizado para a vida e a pós-vida. Iam fazendo exames e subindo de estágios. Os poucos que chegavam ao ápice, muito provavelmente tinham acesso a substâncias que lhes davam as visões. Eu acho que a Bíblia está cheia de histórias criadas desta maneira.
Aos que forem atirar as primeiras pedras de ácido, lembrem-se que se não fôssem os heróis, na maioria travestidos de artistas de todas as áreas, e que arriscaram suas sanidades em terrenos inexplorados, o mundo seria bem chatinho.
Mas não tentem reproduzir isso em casa, pois pode ser muito perigoso e deixem esse post afastado das crianças.
Ritz na globo news: estarei começando a postar amanhã, se tudo correr bem. E daí vcs verão como pode ser filho da puta uma edição. A do Famplástico cheia de veneno, com aquela voz de túmulo do Cid Morteira, com música pesada de fundo e cortes bruscos, e a do Almanaque, que só pelo nome já da pra sentir a amenidade, com mais risadas nas respostas, e corte nas partes polêmicas. Se não me engano acho que ela nem fala "odeio rodeio", preciso conferir.
Agora vamos ver no que dá um post sem fotos e com pouca roupa, digo, pouca Rita.
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