A conversa é mole, mas o papo é firme.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Tecnolorgia

Dos anos 1950 pra cá, todo mundo sabe que não adianta correr que o bicho já pegou faz tempo. Dizem os belicistas que as coisas evoluíram porque foram consequências das teorias desenvolvidas em tempo de guerra.
Será que a medicina é o que é hoje com dividendos para o Menghelle? Aschwitz? Assim dá pra ficar com medo até de aspirina.

Um fato sempre me deixou intrigado: porque o ser humano demorou tanto para descobrir a roda? Desde aquele domingo fatídico, o dia em que ELE descansou e nós nunca mais tivemos sossêgo, a lua esta lá no céu redondona, ao menos uma semana por mês. Ninguém olhava para cima?

Vocês conhecem toda a história, mas só para deixar a linguiça mais corada, no meu ramo musical a coisa foi assustadora. Em termos de gravação, até os 1950 juntava-se todo mundo em um estúdio e tocava-se a música. Ninguém podia errar, pois senão era tempo e material perdido. E olha que muita coisa boa foi feita assim.

No comecinho dos 1960, já se tinha dois canais, já na era bítous, que gravaram seu primeiro disco em um dia,e pelas rígidas leis inglesas, quem trabalhava em estúdio parava para almoçar, para o chá das cinco e não trabalhava à noite.
Pouco tempo depois já se estava em 4 canais, depois 8 (a obra prima Sgt. Pepper´s foi gravada assim), e no final da década, os estúdios top já tinham 16 canais. Isso quer dizer que se gravava tudo separado, e só quem errava gravava novamente. Logo em seguida 32 canais, 64 canais, e depois ligando uma máquina na outra, trocentos canais.

Enquanto aumentavam os canais disponíveis, os egos artísticos também inflavam, e muito disco foi gravado com apenas um membro da banda de cada vez no estúdio, pois ninguém se suportava, ou ninguém queria dividir o pó nosso de cada sessão, vai saber.

Na era digital, já nos 1980, 1990, os canais ficaram infinitos e hoje grava-se com um puta som no cantinho da sala, com fones, e mami pode assistir ao Big Brother sossegadinha. Infelizmente o cheiro de maconha ainda continua sendo o mesmo, apesar de toda esta evolução, por isso cuidado crianças.

Se formos falar de teclados é outra covardia. Antes era um piano de cauda, com uns 10 caras para carregar, e hoje um lap top emula o som de qualquer instrumento conhecido ou não, pois quem é criativo pode criar coisas que ninguém jamais ouviu.

Tudo isso foi só intro para falar da mais nova novidade. Foi notícia em todo canto o lançamento do iPhone (Dna Marisa diz ifoni, mas é aifon, isto aos mais velhinhos, pois a molecada esta careca, tatuada e com piercing de saber), anunciado pelo Steve Jobs, o cara que o Bill Gates mais odeia no mundo. Jobs (lembrando que em inglês job é emprego, serviço, e na bíblia é Jó) é um dos fundadores da Apple, que chutou o calzinho que faltava na tumba da indústria fonográfica, quando lançou o iPod.

O aparelhinho é toca mp3, 4 e o carai a 10, maquininha fotográfica com resolução razoável, computo com teclado e tela (entra direto na internet), celular, amplia e modifica imagens, ou seja, é tudo ao mesmo tempo na palma da mão. Todos os objetos de desejo que vc tem nas mãos, ou por perto, por serem grandes, estarão em pouquíssimo tempo entupindo mais ainda o lixo ecológicamente incorreto. Viva eu, viva tudo, viva o Chico Barrigudo, como vovó já dizia sem óculos escuros, só no colírio. Bom né? Claro, começa meio caro. Os primeiros tijolos celulares custavam uma fortuna, as primeiras máquinas de calcular, com 4 operações nem se fala, e um dia vão dar tv de plasma de brinde em super-mercado.
Em junho já está no mercado americano, 2008 no resto do mundo, e no Brasil sem previsão. É sempre assim, mas quem é vizinho do Paraguai nem liga pra isso.
Todo mundo feliz?
Antes todo mundo tinha um número ao menos, ou mais, levando em conta CPF, RG, etc.
Agora além de mais um número, o do iPhone, você vai passar a ter GPS (Sistema de Posicionamento Global). Antes isto era usado para localizar veículos e lugares em mapas. Now you can run but you cannot hide. A expressão traduzida mais próxima é "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Ao pé da letra, é "você pode fugir, mas não pode se esconder".
Como sempre este será o primeiro modelo de trocentos que virão sempre com coisinhas a mais. Gastaremos nossas economias, marcharemos firme e fortes para o bigbrotheramento global,e ficaremos dominadinhos, mas felizes, sempre.

5 comentários:

Malukete Mór disse...

Bartechnique,

Antigamente a lua e o sol eram símbolos divinos para algumas populações, não? Vide nossos queridos índios.

Você não acha que a tecnologia caminha a passos largos enquanto os seres deste planeta andam a passinhos miúdos, em termos de refinamento humano e espiritual?

E tenho um medo desgraçado desse tal de GPS, é um puta controle, todos os números de identificação em um só...

Voltando à tribo, pra mim técnica também é a arte de pescar com lança e não apenas a de criar iPhones, iPodes, iFodes...

Kisses,
Normitz.

Moni disse...

Com tanta tecnologia, ainda temos engenheiro errando cálculo: crateras se abrem, estradas desabem e matam pessoas.
PoA é a capital nacional da "marquise assassina".
Viva a tecnologia!
Não gosto de médicos de uma maneira geral, para saber mais sobre a "evolução", ler Moacyr Scyar "Do mágico ao social".
Bjs tricolores

Denise disse...

Felizes??? Ai ai ai... sou um bicho grilo novinho que se limita a usar a internet por infelizmente a gente é sempre fisgado por algumas dessas desgraças, né??? hehehe...

malu007 .. f.lee disse...

não me coloque botões na frente ...

aperto sempre o botão errado .. sempre ...

... um exemplo bom de tecnologia .. é as maquininhas digitais .. pô pra vc bater uma foto a pessoa precisa congelar o sorriso .. até que ela tenha a boa vontade de bater o flash a pose desejada já foi pro beleléu a muito tempo ..

todo mundo com cara de ué .. né ..

bjs e bites ..
fefetz

ps: não se espante que eles não reparassem na lua .. até hj em dia tem gente que nunca fez isso ..

rubinhow disse...

é... felizes...

voltei do cinema, vi o tal "Diamante de sangue"... creio que a tecnologia não é diferente dos diamantes africanos... alguém tem que pagar pelo luxo de outrém... enquanto Hebe Camargo desfila com seus vidros caros, o quintal do mundo explode no seu caos que serve para vender o jornal de amanhã, dar ibope para o jornal da noite e fazer da vida boa um balde com sangue milhares de outras...