A conversa é mole, mas o papo é firme.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

60 anos - a entrevista - parte 2

Primeiro, uma rápida sessão de “Vamos ficar sabendo o que VOCÊ fazia nos verões passados”

Tem um livreco que se chama “Por Trás da Fama”, Editora Globo, que tem uma seleção das entrevistas que rolaram no programa de mesmo nome do Multishow. Tem globais demais para nossos sais, mas além de Caetano reclamando da idade, na pág. 136 tem umas coisinhas com ELA. Os completistas tem que comprar, mas já tem a dica da página e dá pra ler rapidinho, antes que alguém da livraria pergunte se você está precisando de alguma coisa.

Também tem “Ouvindo Estrelas”, Editora Planeta (senão a Alessandra me xinga), que é a bio de um produtor musical chamado Marcos Mazolla, que trabalhou com toda a constelação MPB. Na página 70, mais ou menos, Mazolla conta como foi produzir Atrás do Porto, e não é lá muito simpático. Ritz odeia o que Mazolla fez, enchendo de violinos e o escambau, mas ela dá um pequeno depoimento sem desmerecer o rapaz.

É coisa de ler na livraria, pois o cara fica se botando de importante, e não revela toda a sacanagem que sempre foi a hoje falida indústria fonográfica, da qual ele fez/faz parte integrante.

Mas esta nem a Norma Leema tem. Uma pessoa me escreveu, dizendo que até gostou de RLML, mas pergunta porque a seguinte história não foi incluída. A resposta é simples: eu nunca soube disso. Agora todo mundo fica sabendo, tá bom?

http://www.youtube.com/watch?v=BU-MJn3H1lE


Vamos continuar com a entrevista dos 60 anos, que quem “táligadomanu”, já entendeu com quem é, como e porque.

Bem, já deu para entender que a natureza não deixou marcas em seus cabelos, mas o que acha que deveria fazer uma pessoa que sofre deste mal?

Eu não acho isso nada mal. Mas vou responder de outra forma. Sou de um tempo que existia um comportamento chamado “atitude roquenrou”. Roquenrou é Keith Richards, Keith Moon, Cauby, Raul, Cazuza, e antes que você pergunte, a magrela teve sua época, e assim vai. Hoje, acho que esta atitude se perdeu. A molecada acha que Tropa de Elite é roquenrou. Meu, aquilo é só violência. Vai fazer turismo em Auschwitz, então.

E os cabelos, onde ficam?

Cortando seus volteios, a ruiva vive dizendo que quer deixar as madeixas como o tempo lhe impôs, mas parece que anda afinando. Quer atitude mais roquenrou que essa? A mulherada tingindo sua experiência, e ela poderia continuar a própria coerência, mostrando que o que interessa é o que está abaixo do couro cabeludo, não acima. O que pega mal é cabelo mau tratado. Era o que eu esperava na foto da capa da Rolling Stone, mas....E não podemos esquecer das Forças Ocultas, claro.

Você assistiu à série “Que rock é esse?”

Putz, lá vem chumbo. Depois da invenção do controle remoto, todo mundo assiste tudo, um pedaço que seja. Você quer que eu comente a participação do menino, depois vai dizer que dificilmente ela vai ler esta entrevista, que eu posso dizer o que quiser, mas sempre vai ter alguém para futricar, distorcer o que foi dito, para tentar ficar bem na fita como defensora do Olimpo, e dizer que estou metendo a boca. Se ela não ler, chega quadradinho no ouvido dela. Eu tenho uma opinião bem além da crítica. Deixa quieto.

Então é melhor deixar a opinião

Ao menos então dê um olhada se tem algum modelo de cruz almofadada, tá bom?
Eu não concordo com esta atitude pseudo-correta, que principalmente filho de artista tem, de querer vencer pelo próprio talento, sem a ajuda dos pais. Ora bolas. Se tiver talento para a coisa, tem mais é que aproveitar a escada já pronta. Será que não dá para ver como fazem os políticos? Dão boquinha até pro cachorrinho da casa da vizinha.

Mas não acha que o menino tem todo o apoio, toca na banda, coisa e tal?

Mezzo muzzarella, mezzo calabresa. Está nos shoo-be-doo-down down, com um ou outro arreguinho. Bem, foda-se: o que eu acho, é que eles deveriam fazer um disco só os 3, com o pai voltado mais para os teclados, e o menino cuidando, com todo o destaque, das guitarras, para que fique registrado oficialmente a que veio. A magrela toca bateria, tem bateria programada e tudo mais. Aliás, poderiam fazer um disco os 4, já que ela diz estar muito ligada em música eletrônica, e tem um dj na família, que também mora ao lado.

Acha que eles fariam algo assim?

Não sou tão próxima para saber qual a dinâmica artístico/familiar, ou seja, será que o pai dá um tempo na guitarra? Será que as brigas criativas possam ter um componente familiar? De qualquer forma, seria bom um produtor de fora, que pode dar uma domesticada nos desvarios no meio de tantos caciques. Acho que o Arnolpho faria um bom trabalho, o que já deveria ter acontecido há tempos.

E porque não diz isso diretamente aos envolvidos?

Já vou levar paulada dizendo à distância, imagina cara a cara. Se bem que não existe cara a cara. Ela diz estar distante dos computadores, e não conversa mais com qualquer um, tipo você sabe quem eu. Deve achar que vou contar tudo, depois.

Você ainda mantém um diário?

Está pensando na continuação dos seus relatos, belo? Tire o cavalinho de Tróia da chuva ácida. Agora faço o que deveria ter feito há muito tempo. Minha história, é o que me lembro dela, sem anotações. Se eu esquecer, não existe mais, se eu lembrar à minha maneira, que assim seja. E tem dias que tudo me parece muito diferente.

(Já fui percebendo que não teria a mesma moleza, mas bem azeitada, Farniente entrega tudinho. Antes de continuar, devo dizer que estávamos no velho SPA, e tive a nítida impressão que à distância vi nada mais nada menos que o Keith Richards em pessoa.
Só podia ser ele, pois uva-passa não tem pernas. Acho que é por isso que ela estava com o papo da tal “atitude roquenrou”. Ainda tem mais)

7 comentários:

Leesbôa disse...

Interessante essa idéia de um disco em família, hein? Será que entendi o que pode ter sido escrito certo em linhas tortas? Hehe.

abraço,

Rodrigo Leesbôa
Florianópolis - SC -

Monegheta disse...

Hey Bartsch!
O link do vídeo está expirado. Na legenda, li que era entrevista com Tadeu Fonseca - que nem imagino quem seja.
E se 'as minanãoseliga', 'os manodáotoque'. Tb achei muitíssimo interessante a idéia do disco da Família Leema.
Sobre cabelos brancos, tem uma livro de Anne Kreamer intitulado "Meus cabelos estão ficando branco, mas me sinto cada vez mais poderosa", onde ela afirma que as mulheres não perdem nada deixando os cabelos ao natural, e sim ganham credibilidade, charme e até juventude (?). A Zero Hora de 06.01.08 traz uma coluna de
Martha Medeiros falando sobre isso, que pode ser lida neste link por quem tem interesse:
http://entrelacos.blogger.com.br/
bjo a todos.

rubssssssssss disse...

Quantas revelações, to até verde...

isso sim é trabalho jornalístico...
investigação pura...

vc deveria entrar pro sindicato...

hohohoho

Monegheta disse...

Consegui ver o vídeo. E agora fiquei curiosa pra saber pq Bárbara não te contou sobre essa peça.

Lucas disse...

boiei em tanta coisa
=/

dani lee disse...

da até água na boca de ler essas coisas ;)

libera o salmo Bart, que a gente, com essas coisas, atéw libera o dízimo =]

bjoo


dani lee

Amanda disse...

Ô Bart, aproveitando que ainda me restam uns dias de férias, não quer fazer a gentileza de passar o endereço do spa não?
Ah, e off topic pra variar... a banda da minha formatura era uma merdinha performática! =P