A conversa é mole, mas o papo é firme.

terça-feira, outubro 30, 2007

Tem alguém aí?

Oh, meu povo...

Juntou trampo, pesquisa para um novo livro, vagabundagem ou elogio ao ócio, como prefere Bertrand Russell, e onde foi parar Wally?
Mas estamos de volta, até com cara nova na parada, e agradecendo o carinho que a gente nem sabe que tem, mas vários externaram, principalmente nos comentários do último post. Amo vocês.
Esta tudo muito bem, e vamos rolar o lero mais e mais, aproveitando o aquecimento de culto recente da Santa.

Como disse, estou fazendo pesquisa para um livro ficcional que aborda muitas coisas, e assim tenho lido e relido alguns livros e assistido muitos filmes. Logicamente nos entremeios leio vários outros que nada tem a ver com o assunto, e hoje vou falar de 3 deles.

Eu estava meio com hojeriza de livros longos, ou seja, com mais de 300 páginas, apesar de ter lido ao menos um, O vulto das torres, que comento num próximo.
Não sei se é norma no mercado, mas optei por livros mais finos e coincidentemente todos tem 130 páginas em média. É pra ler de uma sentada.

O primeiro foi Na Praia, de Ian McEwan. A história é sobre o descompasso entre amor e sexo, numa época meio improvável para isto acontecer, que é o início dos 1960, mas dá até para acreditar. Duas pessoas sofrem a carga deste descompasso, e como em todo bom livro, à sua maneira os dois tem razão. Sobra para quem ler, ver qual partido tomar.

O segundo foi Homem Comum, de Philip Roth. É um tratado nú e crú do que é a velhice. Tem uma frase lapidar: "A velhice não é uma batalha, é um massacre". É bom para irmos nos preparando para fazer o resumo de nossas óperas da melhor maneira possível. E acreditem, meus novinhos, que um dia chega sua vez.

E por último, Tudo que você não soube, da Fernanda Young. Não é o melhor dela, e acho que cada vez mais Fernandinha está lavando a roupa suja em público e ganhando algum. Para quem prestar atenção, trata-se de um belo guia para sabermos como tratar nossos filhos, principalmente, no caso, o pai.
Ultimamente, à la Hemingway, Young deve se chapar não sei de que para escrever. O velho Ernest enchia o rabo de cachaça, pode ser que Young também, vai saber. Mas ela escreve muito. Bem melhor que qualquer programa de tv escrito ou protagonizado por ela.

Aliás, o ponto em comum destas 3 obras, além das reflexões que geram, é que são muito, mas muito bem escritos.

Nelson Mota, como sempre muito simpático, mandou em primeira mão o texto do livro sobre Tim Maia, e está imperdível. Linguagem bem solta, histórias engraçadas como só o Tim poderia gerar, mas um reconhecimento comovente a um dos famosos mais incompreendidos da nossa música. Está marcado para sair dia 12/11.

E usando a velho tática de deixar para o fim aquilo que a maioria procura, nos comentários do post anterior tem descrição do show DELA de Londrina, feitos pela Moneghetta, que sempre é muito gentil e informativa, e no blog da sacerdotiza mór dos maluketes e que sabe tudinho, Norma Lima, com fotos e mais leros.

http://normalima.blog.terra.com.br/

Wellcome back my friends, to the show that never ends....

9 comentários:

Mix Leema disse...

Baaaarrrttt, até que enfim, heim? Não nos deixe órfãos!
Acrescentei no meu blog fotos da passagem de som de Rita em Londrina,tiradas por mim.
Estou diferente de você, só leio livros com mais de 300 páginas, termino a biografia de Clara Nunes e confesso que nunca li nada de nenhum desses 3 citados, mas já comprei livros de todos eles. Eu compro e deixo para ler depois.E ler é muito bom, continue nos dando suas dicas.
Beijos, invisible man.

Anônimo disse...

Que bom tê-lo de volta, meu 'velho' Bart - estávamos com saudade. Um grande abraço. Lucindo.

Joseh Garcia disse...

Saudades, BArt!
Bom te ver por aqui de novo.
Abração!

Norma Leema disse...

E sobre o relato de Moneghetta do show da Rita em Londrina, acrescento que no camarim, ela nos disse "eu mandei uma indireta, ouviram? Sou mutante!" E eu falei: "Isso não foi indireta, querida, foi direta!"

Monegheta disse...

Oiê. Bartsch sumiu e eu aproveitei. hehehehe.
E o relato é do Giba, de Curitiba e tb de PoA, que fez em uma comu e eu apenas colei aqui. Postei na mesma comu o link do blog da Norma para mais e maiores detalhes.
E essa comu chama-se OS MUTANTES sem Rita Lee não é OS MUTANTES
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=24884176
na qual sou moderadora. Convido a todos/as para uma visita e tb para juntar-se a nós.
E a Feira do Livro de Porto Alegre está na 52º edição na Praça da Alfândega. E a minha sugestão literária é EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS, de Marçal Aquino (O Invasor; Famílias terrivelmente felizes). Menos de 200 páginas e muito bem escrito.
beijo exagerado!

rubs disse...

bart,
valeu pelas dicas

adoro-as...
abraço

Denise disse...

"Voltaste... Estás bem, estou contente..."! Até que enfim, meu! Hehehehe...
Já que vc falou de livros finos, eu - que tbm estou cansainha de leituras gigantes - aproveito pra dizer que estou me deliciando com "O Retrato de Dorian Gray" do Oscar Wilde... Indico pra quem nunca leu... Excelente!

Ah, quero Ritz em Sampaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Pô!

Beijos!!!

Monegheta disse...

Dica de cinema tb pode? Acho que sim.
"PODECRER!" é um filme baseado no livro homônimo de Marcelo O. Dantas, com trilha sonora assinada por Dado Villa-Lobos, incluindo músicas de Tim Maia, Jorge Ben, Cae, Gil, Secos & Molhados, As Frenéticas e uma tal de RITA LEE.
Resenha: http://www.omelete.com.br/cine/100009001/Podecrer__.aspx

beijocas.

Monegheta disse...

Entrevista de Rita Lee ao Gazeta do Povo (Londrina), onde ela fala, dentre outras coisas, da biografia RITA LEE MORA AO LADO.

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/sintoniamusical/