A conversa é mole, mas o papo é firme.

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segunda-feira, março 26, 2007

O rei da malandragem

Antes de concluir uma história que venho contando aquí, vamos aproveitar e dar uma viajada até o mundo do rei do rock, mr. Elvis Presley.

Contando a história dêle, vai dar pra entender melhor um próximo post. Na verdade o que vamos contar é o que a história não conta, ou seja, você não encontra em nenhuma bio por melhor que seja, pois geralmente ninguém põe o dêle na reta, pois nunca sabe no que isso pode dar.

Todo mundo sabe, mas vamos resumir: Elvis apareceu na metade da década de 1950, e têve uma carreira meteórica. Não ficou ralando um tempão, como aconteceu e acontece com muita gente que depois virou famosa. Era um caipirão que morava em Memphis, Tennesee, que sem saber pegou a música dos negros que não podia ser ouvida na casa dos brancos, e pegou carona juntamente num veículo que estava surgindo, a tv, que na época praticamente repetia os programas de rádio só que com imagens.

Sem nem saber direito o que estava fazendo, aliás, só pensava em ficar famoso e ganhar dinheiro, mas não tinha noção do processo em sí, Elvis foi lançado por um pequeno sêlo, Sun Records, e em seis mêses era um fenômeno, muito por conta de suas performances televisivas. Nem precisa dizer que os tubarões apareceram para tirá-lo do pequeno sêlo e do esquema empresarial em que estava.

Aí surge o Coronel Tom Parker, que de coronel não tinha nada, mas era um picareta carudo, que convenceu a mãe de Elvis que devia empresariá-lo. Elvis passou, por 25% de tudo que ganhava, a servir o pretendente. Mérito seja dado, e o cara levou Elvis ao tôpo.

Agora ao que a história não conta: por divulgar a música negra, inclusive gospel e principalmente o rock'n'roll, e por ter uma performance tida como erótica para a época, as tais "forças ocultas" gostariam muito de ver Elvis fora de circulação.
Foi então que aconteceu o inacreditável. No auge do auge, o coronel convenceu Elvis a se alistar no exército e sair de circulação por 2 anos, servindo na Alemanha. A carreira nunca mais se recuperou depois disso, e abriu todas as portas para que os Beatles conquistassem a América, que estava sem um ídolo musical.
Nenhum empresário em sã consciência tiraria seu pupilo de circulação no ápice. Ninguém conta como foi a armação ou pressões sofridas para que houvesse a tal convocação, mas o tal Parker armou feio. Elvis nunca deixou de ganhar dinheiro, mas em sua volta passou a fazer filmes medíocres, com trilhas sonoras insípidas e não fêz mais shows. Com toda a fama que tinha, nunca fêz um show fora dos USA. Só conheceu a Alemanha porque serviu por lá.

O efeito disso tudo é que entrou num emaranhado de substâncias químicas, e morreu aos 42 anos de idade.

Contei tudo isso para mostra a força de alguém que fica nos bastidores, e os fãs acham que quem tomou as rédeas foi o astro de que gostam. Tomando o exemplo de Tom Parker, irei falar em breve de Guilherme Araújo, infelizmente falecido na semana passada, e que era o empresário do tropicalismo. E é claro que vamos falar de histórias que a história jamais irá contar.