A conversa é mole, mas o papo é firme.

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terça-feira, outubro 31, 2006

Mais mulheres

Depois do Furacão Fantástico, outro furacão.
Este não é mole não: é o aquecimento global. É literalmente o fim do mundo. Acredita que fizeram um estudo econômico para saber o que ficava mais barato? Cotaram os preços para:

1) Tratar do aquecimento
2) Deixar como está para ver como fica.

Por sorte, o relatório concluiu que tratar do assunto custa 1% do PIB mundial, e não tratar, ou seja, os gastos que serão gerados pelo aquecimento global, custa 5% do tal PIB.
Assim sendo, e só por ser mais barato, os queridos políticos que elegemos pelo mundo afora, vão pensar, eu disse pensar, em encarar o pepino.
Só para relembrar o que o aquecimento blogal(outra praga), digo, global pode causar.

a) com toda a história da humanidade até a era pré-industrial, ou seja bilhões de anos, até hoje, a temperatura global subiu 0,5 graus Celsius. Se nenhuma atitude for tomada, o aumento provável nos próximos 50 anos, sera de 2 a 3 graus. Parece pouco? Compare bilhões de anos com um perído de 50 anos. Pretendem ter netos?

b) Se nada se fizer, o impacto ambiental será o derretimento de geleiras, que causaria secas que atingiriam uma em cada seis pessoas no planeta. Haveriam inundações devido ao aumento do nível do mar, também com o derretimento das geleiras, que fariam com que 100 milhões de pessoas que moram nas regiões costeiras tivessem que se deslocar para o interior. Sabe praia famosa em alta temporada? As cidades ficariam assim o ano inteiro. Até 40% da vida selvagem seria extinta. E é bem provável que o Rio de Janeiro não continue mais lindo, ou vire uma imensa Baía da Guanabara.

c) O aumento de 2 a 3 graus iria reduzir em 3% a atividade econômica mundial, ou seja uma perda de 20% no PIB mundial. O que isso quer dizer? Barbárie. Quando não tem como adquirir suas necessidades, o ser humano parte direto para a barbárie. Adeus valores morais e éticos quando o seu está na reta, não se iludam. Não tem Pacto de Varsóvia, Acordo de Kyoto, Observadores da ONU, nada disso. Lei da Selva: quem pode mais chora menos.

d)Algumas das soluções propostas são principalmente reduzir a demanda por produtos e serviços que poluem. Uma grande causa é o fornecimento de energia de forma caótica, sem contrôle e com muitas perdas. Outra que não tem jeito, é reduzir as tecnologias poluentes dos transportes, ou seja reduzir os combustíveis fósseis. O Brasil dá um passinho à frente pelo seu projeto de álcool como combustível. Lula apoia este projeto com todos os copos.

e) Para reduzir o nível de emissão do CO2 tem que parar o desmatamento. Países ricos tem que colocar dinheiro nos menos favorecidos para que replantem suas florestas. É a melhor solução e a mais barata. E tirar a moto-serra do Hildebrando (não conhecem a peça? Um político que usava o artefato para convencer desafetos a votar nele. Atualmente cumpre pena, mas um dia sai livre.)

Para se ter uma idéia da proporção das atividades que mais emitem gases-estufa:
Energia - 24%
Uso da terra (inclue desmatamento) - 18%
Transportes - 14%
Indústria - 14%
Agricultura - 14%
Construção - 8%
Outras energias - 5%
Lixo - 3%

Lógico que não sou nenhum expert no assunto. Apenas faço notar um artigo com dados alarmantes, cuja solução está nas mãos de pessoas que adoram pegar as verbas necessárias para sanar o problema e levar para suas casas ou para paraísos fiscais que um dia as tsunamis haverão de engolir. Pergunto novamente: pretendem ter netos?

E já começam a deduzir por que o título "Mais mulheres". Calcula-se que com a aquecimento global, o calor fica insuportável e as mulheres vão tirar mais a pouca roupa. Lêdo engano. Já viram como é nas regiões desérticas? Roupas grossas e cobrindo todo o corpo. Mais uma razão para baixarmos a temperatura, em todos os sentidos.

Um pouco mais de mulheres, então. A editora britânica Debrett's, desde 1769 publica um livro de boas maneiras para moças de alta sociedade. Os editores notaram que precisavam se modernizar, pois a mulher moderna não pode seguir apenas conselhos de como tomar sopa, qual chapéu utilizar na corrida de cavalos, etc. Adeus à era vitoriana. O novo manual de boas maneiras trás conselhos sobre sexo para a nova mulher. Destaco 3:

1) O que fazer depois de uma noite casual
Procure suas roupas íntimas rapidamente e saia de fininho, mas com languidez. (professora Norma. Favor definir languidez pra esse povo bronzeado)
2) O que fazer se você for pega traindo
Cubra suas partes. É a atitude mais elegante que você pode ter nesse momento. (aquí acrescento: por maior que seja a evidência, negue tudo veementemente)
3) É flagrada por seus pais fazendo sexo no sofá?
Peça desculpas. (aqui não ficou claro se é para pedir desculpas aos pais ou ao parceiro. Acho que deve ser aos pais, pois como anda o sexo ultimamente é bem provável que o sofá vai ficar sujo de alguma coisa)

Mas acho que estas regras também servem para o homem de todos os sexos, não é mesmo?

E aquela de gêmeos um de cada côr?
Criou jurisprudência para o seguinte caso: um casal de uma côr tem um filho de outra côr - a mulher pode virar para o marido e dizer "Nossa, se fôssem gêmeos o outro seria da nossa cor, né bem?".

Mas vamos de Mulheres finalmente. Parte 4 de cinco. Quem perdeu os emocionantes episódios anteriores, é só passear nos posts que acha fácil. Isto sim é fantástico. E chegamos ao post 60 aqui. Dois mêses blogando. Obrigado pelo apoio, gentes.




Programa Mulheres - TV Gazeta - Parte 4/5 - Henrique Bartsch e Rita Lee